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Motorola entra na batalha das “melhores câmaras” com o One Zoom

O Motorola One Zoom tem quatro câmaras traseiras, incluindo uma de 48 megapíxeis e uma câmara de profundidade. Um topo de gama abaixo dos €500… Se chegar a Portugal

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A marca que pertence à Lenovo tem conseguido crescer nas vendas graças a smartphones de segmentos médios a preços muito competitivos. Uma política que vai mudar… mas apenas em parte. Isto porque o novo topo de gama da Lenovo, o One Zoom, não é propriamente barato, mas, se considerarmos as características técnicas, o preço acaba por ser um dos trunfos. São €429 para um smartphone que tem, por exemplo, quatro câmaras traseiras, ecrã de 6,39 polegadas, sensor de impressões digitais integrado no ecrã, moldura ultrafina e bateria de 4000 mAh. Se já está a pensar que este pode ser o seu próximo smartphone, aqui fica um aviso: de acordo com responsáveis da Motorola presentes na IFA, este terminal não vai estar disponível no mercado português. Poderá ser comprado e o suporte estará garantido, mas os clientes portugueses terão de recorrer a uma loja online ou a outro tipo de importação.

As quatro câmaras traseiras do One Zoom, incluindo a câmara para medir a distància

As quatro câmaras traseiras do One Zoom, incluindo a câmara para medir a distància

Quatro câmaras
As câmaras traseiras, dispostas em quadrado, são a principal aposta deste modelo. Em linha com o que os responsáveis da Motorola dizem ser a característica mais valorizada pelos utilizadores: a qualidade fotográfica. Uma das câmaras não serve realmente para captar a imagem, mas para medir a profundidade, o que permite um efeito “bokeh” mais realista. De facto, considerando a pequena experiência que tivemos com o smartphone durante a IFA, parece-nos que o efeito de desfoque do fundo está muito bem conseguido. Há vários níveis para escolher e, quando no máximo, o fundo fica totalmente desfocado. Sempre que a câmara deteta que estamos a fazer um retrato, o sistema de Inteligência Artificial sugere ativar o tal efeito “bokeh”. Aliás, a IA da câmara sugere muitas vezes a ativação de um modo pré-programado de acordo com o motivo. A opção surge no ecrã e o utilizador pode ativá-la diretamente, o que significa que não temos de pré-selecionar o modo antes de fazermos a foto. Por exemplo, ao enquadrarmos um ambiente noturno imediatamente surge a sugestão para ativarmos o modo de fotografia noturna. Pareceu-nos prático e funcional.

Quanto às características técnicas, a câmara principal tem um sensor de 48 megapíxeis que vê através de uma lente com uma abertura generosa (F1.6). O utilizador pode optar por captar imagens com todos os píxeis do sensor ou por melhor qualidade através do sistema quad píxel, que já conhecíamos de outros smartphones, que junta quatro píxeis para formar um. Esta câmara tem estabilizador OIS e o mesmo acontece com a câmara de zoom de 3x (10x híbrido). A câmara de ultra grande-angular tem uma amplitude de 117 graus (semelhante à visão humana). A câmara de selfies é de 25 MP e também inclui a tecnologia quad pixel para aumentar a qualidade à custa da redução da resolução da imagem.

Como referido, a app de fotografia inclui um modo noturno, que funciona “fundindo” oito fotos feitas consecutivamente com exposições diferentes de modo a gerar uma imagem final com grande intervalo dinâmico.

Logótipo colorido
O logo M que está na traseira do ecrã, por baixo das câmaras, é iluminado (LED). Não só por razões estéticas mas, sobretudo, por razões funcionais: a luz acende-se para alertar o utilizador para notificações e a cor muda de acordo com o tipo de notificação.
Claro que nem tudo pode ser de topo quando consideramos que este smartphone custa menos de metade dos topos de gama de referência. Por exemplo, o processador é um Snapdragon 675 (oito núcleos), um chip da gama média, e a memória RAM está “limitada” a 4 GB.

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