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Opel Astra Innovation em análise

O novo Astra aposta, e muito, na tecnologia para tornar-se na nova referência dos familiares compactos. A lista de funcionalidades disponíveis é impressionante, com destaque para o sistema OnStar, um serviço de assistência e gestão remotas.

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O acesso web permite diagnosticar alguns subsistemas

O acesso web permite diagnosticar alguns subsistemas

Logo após poucos quilómetros de ensaio, as diferenças do novo Astra para o modelo anterior saltam à vista. O conforto dos bancos ergonómicos, a posição de condução e, sobretudo, a dinâmica na estrada representam uma evolução substancial. Surpreendente também é forma como o motor diesel 1.6 de 110 cavalos, que equipa o modelo ensaiado, responde, isto mantendo o consumo real abaixo dos 5 litros aos 100 km (o valor anunciado é de 3,5 l/100 km).

Mas, para nós, os fãs dos gadgets, o que mais interessa é a tecnologia. E não foi por acaso que boa parte da apresentação à imprensa foi dedicada a este tema. A versão que ensaiámos, o Astra Innovation, traz de base uma série de gadgets e funcionalidades que estão longe de ser habituais no segmento.

Espelho dos smartphones

O generoso ecrã de sete polegadas (NAVI 900 IntelliLink) fornecido de série na versão ensaiada (Innovation) está em destaque na consola central. Como seria de esperar considerando as tendências, este ecrã é tátil e apresenta um menu intuitivo com base em ícones, ao bom estilo dos smartphones e tablets. O design é “limpo” e, regra geral, intuitivo. Mas há espaço para a Opel melhorar a interface: há alguma falta de coerência gráfica entre menus e as opções não estão sempre no sítio mais óbvio e contextualizadas, obrigando a demasiados toques no ecrã. Felizmente, a Opel não caiu na tentação de apenas recorrer ao tátil, apresentado botões físicos e rodas de comando para as funções mais usadas, o que beneficia a segurança e a velocidade e de operação. Melhor ainda é usar os comandos montados no volante, que, em muitos casos, evitam que tiremos as mãos do “leme”.

Como seria de esperar, há ligação Bluetooth com o smartphone para, por exemplo, aceder à lista de contactos, cujos endereços também podem ser usados como destino no sistema de navegação. Melhor ainda, o sistema é compatível com o Apple CarPlay e com o Android Auto. Na verdade, em Portugal, apenas o CarPlay já é suportado, mas a Opel garante que o Android Auto vai chegar em 2016 – falta a Google lançar a App no Google Play no nosso país. Opção que, quando chegar, vai ficar automaticamente disponível no Astra, já que não é necessário recorrer a qualquer serviço técnico. O mesmo vai acontecer com o hotspot 4G, que permite distribuir o acesso à Internet móvel de banda larga a até sete dispositivos. Segundo os responsáveis da marca em Portugal, só falta acertar com os operadores de telecomunicações móveis, processo que deverá ficar resolvido nos próximos meses.

Ao seu serviço

O hotstpot 4G faz parte do OnStar, sistema fornecido de série na versão ensaiada, mas que está também disponível na lista de opcionais das restantes versões, com um preço que consideramos muito competitivo para o mercado automóvel (€490). O serviço é oferecido durante o primeiro ano, a partir do qual é cobrado um custo de 99 euros anuais.

A ligação de dados do OnStar permite o acesso remoto ao carro. Através da Web podemos, por exemplo, verificar o estado de alguns subsistemas (ar condicionado, motor e transmissão, ABS, pressão dos pneus, airbag, controlo de estabilidade e emissões), localizar o carro, ver a autonomia e o combustível restante, trancar/destrancar as portas, ligar as luzes ou fazer soar a buzina. Parte destas funcionalidades está também disponível na app myOpel. O que significa que, por exemplo, é fácil verificar onde o carro ficou estacionado. Caso a informação de GPS não seja suficiente – se o Astra estiver num parque subterrâneo, por exemplo –, podemos sempre ativar a buzina e ligar as luzes para encontrar o veículo. Nos vários testes de acesso remoto, verificámos que os comandos por vezes demoram muitos segundos a ser executados, mesmo quando a rede móvel era forte. O que nos leva a duvidar da capacidade de resposta dos servidores da Opel

Mas o melhor do OnStar é o serviço de assistência personalizado, típico de automóveis topo de gama. Basta um toque num botão colocado junto a espelho retrovisor interior para que seja estabelecida uma chamada de voz com um assistente humano. Além de informações várias, é possível pedir informações sobre um qualquer destino, que até pode ser remotamente programado pelo operador no sistema de navegação. Bem útil porque, deste modo, não precisamos de introduzir manualmente destinos e, mais importante, nem sequer temos de saber a morada – o simpático assistente encarrega-se de fazer a pesquisa. A única critica que temos a fazer: sempre que testámos o serviço fomos atendidos por um funcionário com um Português sofrível. Mas, verdade seja dita, informou-nos sempre corretamente e com toda a cordialidade.

Na verdade, no que à navegação diz respeito, até nem temos de recorrer à voz humana já que o reconhecimento de voz integrado tem uma fiabilidade satisfatória, sobretudo depois de alguma habituação. O melhor mesmo é conjugar os comandos de voz com as opções apresentadas, que podem ser escolhidas nos comandos no volante.

Câmara de segurança

Mais habitual no segmento é a câmara instalada no para-brisas, o Opel Eye, que é usada para lançar alertas de colisão (com travagem ativa caso o condutor não aplique os travões para evitar o choque), manter a faixa de rodagem (direção ativa) e reconhecimento de sinais de trânsito. Em utilização, a funcionalidade de alertas de colisão frontal demonstrou ser eficiente e nunca experimentámos qualquer alerta falso. O reconhecimento de faixa de rodagem não é tão eficiente, já que muitas vezes verificámos que o sistema não detetou a faixa, mesmo quando as linhas eram visíveis. Mas quando deteta (linhas bem visíveis), sentimos o volante a rodar automaticamente para manter o carro na direção certa, o que pode evitar alguns acidentes causadas por distrações.

O melhor do Opel Eye é o preço. Incluído na versão ensaiada, custa 550 euros nas restantes versões. Um opcional que, pela segurança extra que traz, consideramos que vale bem a pena.

Máximos sempre ligados

Os faróis com grupos de LEDs controlados automaticamente e de modo inteligente são também verdadeiros gadgets de grande utilidade. Em modo automático, temos a sensação de estar a conduzir com os máximos ligados mas com uma grande vantagem: não ouvimos buzinadelas nem vimos sinais de luzes quando nos cruzamos com os condutores. Isto porque os módulos podem ser ativados e direcionados de acordo com a informação captada pelo Opel Eye, evitando projetar a luz nos carros com que nos cruzamos.

Vai dar que falar

Depois de cerca de 200 km a conduzir o novo Astra, versão Innovation, ficamos com a convicção que este carro tem tudo para conquistar o mercado português. A dinâmica de condução, a eficiência energética e, sobretudo, as funcionalidades trazidas pela tecnologia (a um preço competitivo) vão fazer a diferença.

Ficha técnica versão ensaiada

Opel Astra 1.6 CDTI Innovation ecoFlex

Preço base: €27.470

Opcionais: Pack Innovation Plus (Faróis LED IntelliLux, Pack Estacionamento Avançado, jantes de liga leve 17” 7,5J com raios duplos e vidros traseiros escurecidos): €1850

Potência: 110 cavalos

Binário máximo: 300 Nm

Consumo anunciados: 3,1 l/100 km (extra urbano) a 4 L/100 km (urbano)

Consumo medido: 4,4 l/100 km

Aceleração 0-100 Km: 11 segundos

Velocida máxima: 195 km/h

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