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Gogoro: mobilidade nas megacidades

Criada por ex-executivos da HTC, a Gogoro pretende revolucionar o transporte pessoal nas cidades.

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A Gogoro ainda pode ser considerada uma startup, mas esta empresa já conseguiu angariar mais de 150 milhões de euros desde que foi fundada em 2011. A confiança conseguida junto dos investidores tem dois rostos: Horace Luke e Matt Taylor. Respetivamente, o diretor-geral e o diretor-técnico da empresa, estes empreendedores criaram um currículo invejável, que inclui a chefia de equipas de desenvolvimento na HTC, uma das grandes marcas de smartphones asiáticas, e na Microsoft.

Em Taipei, Taiwan, já é possível andar de Gogoro deste o verão passado. Ao contrário dos outros veículos elétricos, os utilizadores desta scooter não têm de se preocupar com o tempo necessário para carregar as baterias porque o sistema assenta numa rede de 100 máquinas automáticas espalhadas pela cidade onde é possível trocar uma bateria descarregada por uma bateria carregada. Ou melhor, duas baterias, porque, como nos explicaram no stand da Gopro na conferência GOP21, em Paris, «a divisão das baterias em dois módulos permite que qualquer utilizador possa manuseá-las sem grande esforço físico». Experimentámos e, de facto, pareceu-nos muito fácil trocar as baterias, já que cada uma pesa menos de 10 kg. Uma app no smartphone permite encontrar a estação mais próxima e garante o acesso à rede. Tudo sem fios. Mas a utilização da tecnologia não fica por aqui. Os computadores que gerem a infraestrutura analisam constantemente o estado das baterias, os percursos habituais dos utilizadores e até o custo energético. Desde modo é possível garantir que as baterias carregadas estão onde e quando são necessárias e que o carregamento é feito durante os períodos de maior disponibilidade da rede elétrica.

Apesar de Horace Luke apontar a Gogoro para as «megacidades com mais de 10 milhões de habitantes», Amesterdão, que tem menos de um milhão, vai ser a primeira cidade europeia a receber a scooter made in Taiwan, já em fevereiro. Os responsáveis da empresa dizem que ainda não há mais planos concretos para o resto da Europa, mas «o objetivo é expandir a rede para outras cidades». Os preços ainda não estão perfeitamente definidos, mas a scooter deverá custar cerca de 3000 euros e a mensalidade, que garante acesso ilimitado ao sistema de troca de baterias, deverá ficar próximo dos 20 euros.