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Empresas dos EUA vão ter mais 90 dias para negociar com a Huawei

Foto: Wang Zhao / Getty Images

Apesar do alargamento do prazo previsto para o período de negociações, os norte-americanos continuam a adicionar subsidiárias da Huawei à lista de empresas “proibidas”

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O secretário do comércio dos EUA, Wilbur Ross, anunciou que as empresas locais vão ter mais 90 dias para negociarem com a Huawei. A decisão surge no dia em que terminava o primeiro prazo negocial, também de 90 dias, após um decreto que colocou a gigante chinesa na lista de entidades com as quais as empresas americanas não podem fazer negócio.

«Algumas das empresas rurais [de telecomunicações] dependem da Huawei. Por isso, estamos a dar-lhes mais tempo para que se afastem. Mas não estão a ser garantidas licenças especiais para nada», disse o responsável, em declarações à Fox News, sobre o alargamento do prazo.

A próxima data limite para o fim das negociações entre empresas norte-americanas e a Huawei passa assim para o dia 19 de novembro.

Wilbur Ross anunciou ainda que foram adicionadas mais 46 subsidiárias da Huawei à lista de entidades “proibidas”. «Temos mais de 100 subsidiárias na lista de entidades. (...) Adicionar mais entidades torna mais difícil à Huawei contornar as sanções», comentou.

O anúncio de mais 90 dias de negociação surge apenas um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter dado a entender que as relações com a tecnológica chinesa não seriam retomadas. «Neste momento, parece que não vamos fazer negócio», disse, neste domingo, a propósito da situação com a Huawei.

Recorda-se que o próprio Donald Trump tinha dito, no início de julho, que algumas das restrições impostas à Huawei seriam levantadas. As empresas norte-americanas podiam pedir uma licença para fazer negócio com a empresa chinesa, mas nos casos de maior perfil, como o da Google, o caso nunca chegou a conhecer novos desenvolvimentos – o que levou inclusive a Huawei a apresentar um sistema operativo próprio.

«Em alguns componentes chave ainda não vimos a recuperação [das licenças], como no Android e no seu ecossistema», sublinhou Liang Hua, presidente do conselho de administração da Huawei, num encontro com jornalistas no final de julho.

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