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«Quero que a Alexa esteja disponível em todo o lado e em qualquer momento»

Foto: David Fitzgerald / Web Summit

Rohit Prasad, líder de investigação para a assistente digital Alexa, esteve em Lisboa a explicar como a Amazon pretende lutar pelo domínio na área da inteligência artificial

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Há mais de 80 mil equipamentos com a assistente Alexa integrada. Já foram vendidos mais de 100 milhões de vezes. Existem mais de 100 mil aplicações (skills) disponíveis na assistente de voz. Sabendo que a aventura da Amazon nesta área só começou oficialmente em 2014, os números metem “respeito”. Mas a tecnológica não vai ficar por aqui – ainda agora está a começar.

«Apesar de termos feito grandes avanços na inteligência artificial, ainda estamos na sua infância», disse Rohit Prasad, vice-presidente e líder de investigação da assistente digital Alexa. «Quero que a Alexa esteja disponível em todo o lado e em qualquer momento. Estou super otimista de que vai acontecer», acrescentou logo de seguida.

A Amazon pretende lutar pelo domínio na área da inteligência artificial focada no consumidor – em competição com a Google, Apple e Microsoft –, apostando numa estratégia que assenta numa combinação de hardware, software e ética.

Do lado do hardware, a Amazon está a criar um ecossistema de equipamentos – que vão desde colunas de som, a tablets, auriculares, óculos e até anéis – para que o utilizador possa ter sempre consigo a assistente digital Alexa. Num dos exemplos dados à plateia da Web Summit, o executivo da Amazon mostrou como a assistente, integrada numa campainha Ring [marca que também pertence à Amazon], já é capaz de interagir com quem aparece à porta de casa e sem qualquer necessidade de interação por parte do utilizador. Quando a pessoa chega a casa, a assistente avisa quem lá esteve e por que motivo.

Se o hardware é importante para aumentar a área de “ataque” da Alexa, o software é igualmente crucial. «A voz da Alexa está mais suave, muito mais natural. Como é que esta melhoria aconteceu? Desde os primeiros dias usamos aprendizagem automática aprofundada e grandes quantidades de dados. Desde então, avançamos para usar técnicas como aprendizagem ativa e supervisionada e transferência conhecimento de uma tarefa para a outra», explicou.

Por exemplo, a assistente já consegue aprender sozinha novos termos de pesquisa, tendo apenas por base a repetição de um comando de voz por parte do utilizador. «Isto vai além das palavras e aprende contextos de muita forma diferente. A Alexa agora pode ter um palpite de que deixaste a garagem aberta e avisa-te», detalhou Rohit Prasad.

A outra área que a Amazon considera crucial é a ética. Por isso a tecnológica tem trabalhado para implementar funcionalidades que obrigam a assistente a ser mais transparente e que dá aos utilizadores maior controlo sobre os dados. «Precisamos que a inteligência artificial seja mais confiada pelos clientes, isto é sobre transparência e controlo dos dados nas mãos dos consumidores. Se perguntares 'Alexa, o que é que ouviste?', ela vai responder.»

Para o executivo, a influência da Amazon nesta área é inegável. «A inteligência artificial conversacional foi uma mudança de paradigma. O que nós introduzimos foi a sua democratização.»

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