Primeiro hambúrguer de carne artificial fica pronto em outubro

Hugo Séneca
20/02/2012 16:48
Depois de mostrarem ao mundo o primeiro hambúrguer produzido a partir de células estaminais, os investigadores holandeses vão começar a trabalhar nos primeiros produtos comerciais

Um pequeno passo para o hambúrguer; um enorme passo para quem trabalha com células estaminais. Investigadores holandeses já estão a produzir carne artificial a partir de células estaminais.

O feito tem tanto de inovador como de polémico, oneroso e lento: as primeiras tiras de carne artificial exigiram mais de 250 mil euros de investimento, e precisam de oito meses de gestação até alcançarem as suas dimensões máximas. E por isso, só em outubro ficará pronto o primeiro hambúrguer produzido com este tipo de carne.

Na Universidade de Maastricht, Holanda, nenhum destes factos chega a desmobilizar a otimismo reinante: depois do provado o conceito, os investigadores holandeses querem avançar para o desenvolvimento dos primeiros produtos com carne artificial, que poderão ser encontrados, no futuro, nos supermercados.  De acordo com o The Telegraph, os investigadores podem produzir carne artificial de vaca, borrego, frango ou porco, recorrendo sempre a células estaminais.

Para produzirem as primeiras tiras de carne artificial, os investigadores juntaram, numa solução com nutrientes, plasma de fetos de bovinos e células estaminais, que se multiplicam 30 vezes, sob a forma de células do músculo dos animais dadores.

Com este processo, os investigadores holandeses acreditam produzir tiras de carne com um máximo de três centímetros de comprido, 1,5 centímetros de largura, e espessura de meio milímetro. Os investigadores estimam que serão necessárias 200 tiras de cerne artificial para produzir um hambúrguer.

Depois de uma primeira experiência com células estaminais de porco e plasma de fetos de cavalo, o investigador holandês conseguiu replicar o mesmo processo com células estaminais e plasma de vitela.

Apesar de ser possível extrair células estaminais sem matar os animais, o investigador holandês que lidera este projeto acredita que o processo desenvolvido na universidade de Maastricht vai continuar a implicar a morte dos dadores, por questões de eficiência. «Acredito que vai haver no mundo um número mínimo de animais dadores que vão sendo guardados, para que se possa continuar a extrair células estaminais», prevê Mark Post, investigador da universidade de Maastricht.

Além de, eventualmente, reduzir o número de animais mortos, a produção de carne artificial poderá dar resposta às crescentes necessidades de uma população crescente, bem como limitar o impacto que a criação de animais em larga escala pode ter no ecossistema.

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