Música clássica aumenta longevidade de quem faz transplantes

23/03/2012 11:29

Mozart e Verdi não são médicos, mas podem ajudar a aumentar a longevidade de quem fez um transplante de coração.

«O concerto da Enya já acabou?»

«O concerto da Enya já acabou?»

Masateru Uchiyama, investigador da Universidade Hospital Juntendo, em Tóquio, analisou as reações de ratinhos de laboratório a transplantes de coração e chegou à conclusão que a música clássica pode ter efeitos benéficos para a longevidade.

As experiências exigiram o sacrifício de vários ratinhos, que foram sujeitos a transplantes de corações não compatíveis. No período que se seguiu aos transplantes, o investigador japonês expôs as cobaias a diferentes estilos musicais. E foi assim que descobriu que as cobaias que ouviam música clásica sobreviveram mais do dobro do tempo das cobaias que foram expostas à música Pop.

Segundo o investigador, os ratinhos expostos a sessões contínuas de La Traviata de Verdi sobreviveram, em média, 26 dias após a operação. Os ratinhos que escutaram uma seleção de concertos de Mozart sobreviveram em média 20 dias, após transplante.

Em contrapartida, as cobaias que foram sujeitas a música de Enya duraram em média 11 dias; e as que foram sujeitas a sons monocórdicos não foram além de sete dias, informa a NewScientist.

Também foram feitas experiências com ratinhos surdos, mas estas cobaias também morreram ao cabo de sete dias, apesar de escutarem música clássica. O que levou os investigadores japoneses a concluir que não são as vibrações, mas as harmonias usadas na música clássica que têm a capacidade para retardar a rejeição de órgãos transplantados.

Em breve, os investigadores vão testar esta vertente da musicoterapia em pessoas que receberam transplantes.

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