Investigador de Aveiro cria rolha que comunica com telemóveis

Hugo Séneca
21/01/2014 13:21

Imagine que passa ao pé uma garrafa e recebe uma mensagem descritiva das propriedades do vinho e do prazo de consumo recomendado. A rolha do futuro consegue fazer isto e muito mais.

Uma pequena antena RFID incorporada dentro de uma vulgar rolha de cortiça: aos olhos de quase toda a gente é quase uma rolha “normal”; para Ricardo Gonçalves, aluno de Doutoramento do Departamento de Engenharia Eletrónica, Telecomunicações e Informática  da Universidade de Aveiro, é um projeto de investigação e, eventualmente, uma promessa de negócio. Aquela rolha que quase ninguém consegue distinguir das rolhas tradicionais na verdade está apta a enviar informação através de comunicações de rádio para leitores compatíveis com a norma RFID, que depois podem re-encaminhar toda a informação para telemóveis, tablets ou PC.

Com a inclusão do chip RFID, a rolha desenvolvida em Aveiro já fica apta a enviar dados sobre números de série, preços recomendados ou prazos de consumo – mas o mentor do projeto foi ainda mais longe e acoplou um sensor de temperatura ao chip de rádio. O que permite obter informação útil sobre a qualidade do vinho e as condições em que foi conservado.

O recurso ao RFID limita a capacidade de comunicação com outros dispositivos p– e por isso, Ricardo Gonçalves admite vir a criar protótipos que têm incorporadas antenas para NFC, informa um comunicado da Universidade de Aveiro. Com o uso desta última tecnologia, já seria mais fácil comunicar diretamente com telemóveis – o que poderá ser especialmente valorizado por um consumidor quando quer escolher um vinho numa loja na sua garrafeira pessoal.

Ricardo Gonçalves recorda que a rolha do futuro também poderá ajudar a evitar eventuais fraudes, uma vez que «permite identificar as garrafas através da rolha sem depender de rótulos que podem ser removidos e adulterados».

O investigador da Universidade de Aveiro admite que esta rolha tecnológica é mais cara do que as versões tradicionais, mas acredita que o incremento no custo não chegará refletir-se no preço a que é vendida uma garrafa de vinho ou espumante. «Dada a disseminação dos sistemas RFID, esta tecnologia tornou-se bastante acessível, pelo que o aumento do custo é mínimo», garante o investigador da Universidade de Aveiro.

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