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Ciência

Investigadores portugueses testam sensores de risco na Volvo Ocean Race

Investigadores do Instituto Fraunhofer desenvolveram uma solução de deteção de situações de risco para embarcações. Além dos perigos, o projeto mWaterSafety também permite analisar o desempenho de participantes em desportos náuticos.

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Ainhoa Sanchez

A regata Volvo Ocean Race conta com 32 barcos Optimist – mas há dois que se distinguem de todos os outros, através da inclusão de um sistema de sensores de deteção e alerta de perigos desenvolvido pela DigitalWind e o Instituto Fraunhofer. A solução é conhecida por mWaterSafety. 

Em comunicado, o Instituto Fraunhofer explica que o sistema de alertas tem por elemento central uma app de telemóveis e sensores dispersos pelas embarcações  e pelos membros das tripulações. 

Apesar da demonstração agendada para 31 de maio ter por cenário uma das mais famosas regatas do mundo, o mWaterSafety também está apto a ser usado noutros desportos e atividades aquáticas (os mentores do projeto dão como exemplo o Windsurf ou a vela). 

A solução pressupõe a instalação de uma estação técnica em terra firme, que terá como objetivo monitorizar, em tempo real, o comportamento das embarcações a partir dos dados captados pelos diferentes sensores instalados a bordo. O comunicado da Fraunhofer refere que, no caso da Volvo Ocean Race, a estação técnica ficará instalada num espaço da Direção Geral de Política do Mar (DGPM). 

Além de indicações sobre o posicionamento e as rotas das embarcações, o mWaterSafety também está apto a recolher dados que poderão ser úteis para descrever o desempenho de desportos náuticos.

O projeto, que é financiado pelo QREN, contou com a participação Direção-Geral da Autoridade Marítima (DGAM), o Sporting Clube de Aveiro, o Clube de Vela da Costa Nova e a Associação Náutica da Gafanha da Encarnação.

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