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Ciência

Investigadores de Aveiro criam grafeno piezoelétrico

Um projeto internacional que contou com investigadores da Universidade logrou produzir um novo material que pode acelerar o funcionamento de dispositivos eletrónicos. 

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Grafeno e sílica. E no final obtém-se grafeno com propriedades piezoelétricas. O que significa que se pode usar esse novo material para produzir energia a partir da compressão ou da dobragem. O novo material já existe – e acaba de ser anunciado pela Universidade de Aveiro, tendo merecido destaque na revista Nature Communications. 

Andrei Kholkin, investigador do Departamento de Física da Universidade de Aveiro e participante no projeto, acredita que o novo material pode fazer diferença face a outros com propriedades piezoelétricas por ser mais fino e flexível – o que facilita a produção de energia através das forças exercidas sobre o material. 

O investigador da Universidade de Aveiro refere ainda que «a frequência da ressonância piezoeléctrica pode ser levada para a gama dos GigaHertz com um fator de qualidade sem precedentes». Telemóveis e circuitos de micro-ondas são alguns dos dispositivos que podem tirar partido do aumento da velocidade de funcionamento prometida pelo novo material.

O comunicado da Universidade de Aveiro explica que as propriedades piezoelétricas do novo material têm por base um alinhamento entre átomos de carbono, oxigénio e óxido de silício. 

O projeto de investigação resulta de uma parceria da Universidade de Aveiro com a Universidade de Campinas (Brasil) e Universidade Federal dos Urais (Rússia). 

Na Universidade de Aveiro, o projeto foi levado a cabo por Sergey Luchkin, Gonçalo Cunha e Andrei Kholkin (nesta ordem na foto).

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