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Ciência

Investigadores mostram como os infravermelhos podem curar feridas

Investigadores da Universidade de Ulm confirmaram que a luz próxima do infravermelho pode funcionar como um carregador energético das células humanas.

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Hugo Séneca

Um dia será possível tratar uma ferida com uma luz próxima dos infravermelhos. Pelo menos é essa a expectativa que fica depois de Andrei Sommer, um investigador da Universidade de Ulm, na Alemanha, conseguir confirmar que a luz pode ter a capacidade para acelerar a atividade das células da pele humana.

Já há cerca de 40 anos que se conhecia o fenómeno – Sommer apenas confirmou que o recurso à luz próxima do infravermelho transforma as propriedades da água que funciona como “carregador” de energia das células.

O ensaio focou as atenções sobre a água que se encontra das células humanas. É a partir desta água e da incidência de luz que as mitocondrias começam a produzir o ATP, que serve de “combustível” às células.

Pela primeira vez na história da ciência, os laboratórios da universidade alemã conseguiram monitorizar os efeitos produzidos pela incidência de luz próxima do infravermelho sobre as células – e apresentar uma razão cientificamente comprovável sobre este fenómeno.

Na NewScientist, os alemães explicam que a luz próxima dos infravermelhos tem a capacidade para tornar mais fluida a água que se encontra dentro das células. O que permite acelerar a produção de ATP através das células.

Nos últimos anos, a comunidade científica tem vindo a estudar os efeitos do uso da luz nas células humanas. Sarar feridas, tratamento de Parkinson, efeitos analgésicos ou tratamento de queimaduras são algumas das aplicações que esta tecnologia poderá vir a registar no futuro. 

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