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Diabetes: anunciadas apps que detetam lesões nos olhos e nos nervos

Os laboratórios do Instituto Fraunhofer, no Porto,  desenvolveram uma app que processa imagens captadas por um adaptador ótico com o objetivo de detetar eventuais lesões nos olhos que tenham sido causadas pela diabetes.

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Foto: Instituto Fraunhofer

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O Instituto Fraunhofer acaba de juntar às inúmeras funcionalidades hoje executadas por telemóveis e smartphones a capacidade para detetar lesões nos olhos e nos nervos humanos que têm por origem a diabetes.

No caso da cegueira causada pela diabetes, a deteção das lesões nos olhos (retinopatia) tem por elemento central a app EyeFundusScope, que dispõe dos algoritmos necessários para processar as imagens captadas por um adaptador ótico acoplado ao smartphone. Este adaptador permite recolher imagens do fundo do olho.

«Usando algoritmos de visão e aprendizagem computacional, as imagens são processadas e eventuais indicadores da doença automaticamente identificados, permitindo estimar o risco a que um determinado paciente está sujeito. Todo o processo, desde a aquisição até à deteção, passando pela gestão dos dados está integrado numa aplicação Android», refere o comunicado dos laboratórios que a Instituição de investigação alemã mantém em operação no Porto.

Com o desenvolvimento da app e o uso do adaptador ótico, os investigadores do Instituto Fraunhofer pretendem disponibilizar uma ferramenta acessível que poderá facilitar aos técnicos de saúde a deteção de lesões nos olhos que, geralmente, não desencadeiam sintomas – e que muitas vezes são detetadas quando os danos são irreversíveis.

Ainda na prevenção das lesões causadas pela diabetes, a Fraunhofer deu a conhecer um algoritmo que permite detetar situações de neuropatia, através dos dados recolhidos por acelerómetros e sensores de pressão plantar (que são colocados nas palmas dos pés) durante a marcha de um paciente. A análise da informação captada pelos diferentes sensores é feita através de um smartphone tendo em conta 57 parâmetros. A Fraunhofer garante que a nova solução, que poderá ajudar a prevenir feridas nos pés, está apta a distinguir diabéticos que sofrem desta maleita conhecida por neuropatia de diabéticos que não sofrem deste mal, cujos sintomas são difíceis de detetar em metade dos casos.

As duas novas funcionalidades foram desenvolvidas por alunos de mestrado, que anualmente são integrados nos laboratórios portuenses com o propósito de levarem à prática os projetos que começaram a ganhar forma durante o percurso académico.

A Fraunhofer dedica-se em exclusivo à investigação e ao licenciamento de tecnologias e inovações. Pelo que o lançamento destas duas novas tecnologias dependerá sempre do interesse de empresas e marcas em investir no lançamento de novos produtos.

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