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Airbus: um dia, um avião irá de Lisboa a Nova Iorque numa hora

Uma patente registada nos EUA acaba de dar a conhecer uma máquina voadora que poderá vir a cruzar o Atlântico em cerca de uma hora. O avião hipersónico poderá demorar 30 a 40 anos a tornar-se realidade.

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Hugo Séneca

O Concorde já era. Viva o Concord 2.0? Se depender da Airbus será assim. A fabricante de aviões garantiu uma patente nos EUA para o fabrico daquele que poderá ser, eventualmente, o primeiro avião hipersónico a fazer uma viagem entre a Europa e os EUA em apenas uma hora.

A patente relativa ao «veículo aéreo ultrarrápido e métodos relacionados para a locomoção aérea» prevê o desenvolvimento de um avião hipersónico capaz de alcançar velocidades de Mach 4,5. O que significa mais do dobro dos Mach 2 alcançados pelo descontinuado Concorde, e que corresponde a 4,5 vezes o valor considerado como referência para a velocidade do som (estimada em 1.236 quilómetros por hora em determinadas condições atmosféricas e meteorológicas).

De acordo com a BBC, a máquina voadora futurista estará equipada com dois turbojets e um rocket. Os dois primeiros deverão ser usados na descolagem, entrando em ação a propulsão do rocket para levar o aparelho até aos 100.000 pés de altitude (cerca de 30 mil metros). Nos 30 mil metros de altitude, será a vez de os motores a jato “empurrarem” a aeronave até aos Mach 4,5.

O avião hipersónico deverá usar hidrogénio como combustível.

Além de bancos adaptados para esta viagem ultrarrápida, o avião futurista deverá distinguir-se como um meio de transporte “seleto”: nos planos da Airbus, está a construção de um aparelho que deverá apenas transportar 20 pessoas – e que além de viagens comerciais poderá ser usado com propósitos militares.

A patente já foi concedida pela autoridades norte-americanas, mas ainda levará tempo até que o primeiro humano consiga fazer a tal viagem entre Lisboa e Nova Iorque em cerca de uma hora. Quando solicitou o registo de patente, em 2011, a Airbus estimava que o arrojado aparelho só deveria estar pronto a cruzar os céus dentro de 30 a 40 anos. O que não invalida o cenário menos otimista de nunca vir a ser construído.

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