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Ciência

Sensores vão ajudar a perceber o desaparecimento das abelhas

A colocação de sensores em abelhas vai permitir a sua monitorização e, talvez, permitir à comunidade científica descobrir o que está a provocar o desaparecimento destes insetos. O projeto envolve cientistas de cinco países e a participação das tecnológicas Intel e Hitachi.

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Os sensores vão ser colocados nas abelhas para poder monitorizar os seus movimentos

Os sensores vão ser colocados nas abelhas para poder monitorizar os seus movimentos

CSIRO

O pequeno módulo da Intel vai entrar em mil colmeias para recolher dados e enviá-los aos cientistas

O pequeno módulo da Intel vai entrar em mil colmeias para recolher dados e enviá-los aos cientistas

Intel

Chama-se Global Initiative for Honey Bee Health envolve cientistas da Austrália, Reino Unido, Nova Zelândia, Brasil e do México. O objetivo é colocar sensores em abelhas para que os insetos sejam monitorizados em permanência. Os cientistas esperam conseguir perceber o que está a levar ao desaparecimento de milhões de abelhas um pouco por todo o planeta.

As consequências começam a ser visíveis com o aparecimento de problemas na produção de alguns alimentos. Na China, por exemplo, já se está a efetuar a polinização à mão de algumas plantas.

O projeto científico implica a colocação de sensores RFID em milhares de abelhas. Cada inseto terá um código atribuído o que permite perceber a sua movimentação individual. Desta forma, os cientistas pretendem determinar o comportamento das abelhas e a sua relação com a colmeia.

Dentro da colmeia vão ser colocadas placas Edison, da Intel. O pequeno módulo da Intel (pouco maior que um selo postal) foi desenhado para a comunidade Maker. Ou seja, para todos os inovadores que pretendem criar os seus próprios projetos nas mais variadas áreas. Os módulos são um verdadeiro sistema (um pequeno computador) onde existe Wi-Fi integrado o que vai permitir aos cientistas receber os dados provenientes do interior da colmeia.

A experiência vai recolher dados durante dois anos. O período que os cientistas consideram ser o mínimo para ter dados concretos. Daqui a um ano, o projeto terá colocado módulos Edison em mil colmeias e haverá sensores em mais de 2,5 milhões de abelhas espalhadas pelo mundo.

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