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Sete inovações que vão mudar as forças armadas portuguesas

Monitorização da costa continental por sinais acústicos, fardas que resistem a perfurações, comunicações em tempo real entre drones e navios e deteção de ameaças biológicas a partir do céu. Em breve, as Forças Armadas vão contar com novas ferramentas.

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Hugo Séneca

Projeto Troante: tem como objetivo testar e operacionalizar um veículo aéreo não tripulado (UAV) com peso máximo de 25 quilos à descolagem. Além da prestação de serviços, o projeto tem em vista a comercialização e a industrialização de sistemas que envolvem drones. O projeto garantiu um investimento do MDN de 1,2 milhões de euros, que correspondem a 49% do custo total. No projeto participam a Força Aérea, Marinha e Exército, o Instituto de Telecomunicações de Aveiro, a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a PT Inovação e Sistemas e o CEIIA. (Imagem ilustrativa, que não representa o projeto)

Projeto Troante: tem como objetivo testar e operacionalizar um veículo aéreo não tripulado (UAV) com peso máximo de 25 quilos à descolagem. Além da prestação de serviços, o projeto tem em vista a comercialização e a industrialização de sistemas que envolvem drones. O projeto garantiu um investimento do MDN de 1,2 milhões de euros, que correspondem a 49% do custo total. No projeto participam a Força Aérea, Marinha e Exército, o Instituto de Telecomunicações de Aveiro, a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a PT Inovação e Sistemas e o CEIIA. (Imagem ilustrativa, que não representa o projeto)

Projeto SUB-ECO: Desenvolver um sistema de monitorização e vigilância acústica da margem continental portuguesa, através da previsão de ruídos. A solução tanto pode ser usada para fins militares como para a análise ambiental de ecossistemas. O MDN financiou a totalidade do projeto, que está orçado em 1,19 milhões de euros. O projeto conta com a participação do Instituto Hidrográfico da Marinha e Força Aérea, Marsensing, e CINTAL. Tem uma duração de 39 meses. (Imagem ilustrativa, que não representa o projeto)

Projeto SUB-ECO: Desenvolver um sistema de monitorização e vigilância acústica da margem continental portuguesa, através da previsão de ruídos. A solução tanto pode ser usada para fins militares como para a análise ambiental de ecossistemas. O MDN financiou a totalidade do projeto, que está orçado em 1,19 milhões de euros. O projeto conta com a participação do Instituto Hidrográfico da Marinha e Força Aérea, Marsensing, e CINTAL. Tem uma duração de 39 meses. (Imagem ilustrativa, que não representa o projeto)

Projeto Themis: Desenvolvimento de ferramenta de apoio à decisão em missões humanitárias, contemplando a cooperação entre diferentes agências civis e militares. Conta com a participação da Marinha e do Exército, Critical Software, ISEGI e Unidemi. O projeto deverá ter uma duração de 36 meses. O MDN investirá 423 mil euros (68% do custo total). (imagem ilustrativa)

Projeto Themis: Desenvolvimento de ferramenta de apoio à decisão em missões humanitárias, contemplando a cooperação entre diferentes agências civis e militares. Conta com a participação da Marinha e do Exército, Critical Software, ISEGI e Unidemi. O projeto deverá ter uma duração de 36 meses. O MDN investirá 423 mil euros (68% do custo total). (imagem ilustrativa)

Projeto Auxdefence: desenvolvimento de uma nova geração de fardas, que consiga revelar maior resistência ao impacto, ao corte e à perfuração. Prevê-se o uso de materiais auxéticos, que contrariam as forças que lhes são aplicadas. O projeto deverá durar 36 meses. Tem a participação das Força Aérea e Exército, da Tecminho e das empresas Leandor Manuel Araújo, Fibrauto, Latino Confeções, IDT Consulting e Sciencentris. O investimento do MDN (696 mil euros) corresponde a 89% do custo total. (Imagem ilustrativa; que não tem correspondência com o projeto)

Projeto Auxdefence: desenvolvimento de uma nova geração de fardas, que consiga revelar maior resistência ao impacto, ao corte e à perfuração. Prevê-se o uso de materiais auxéticos, que contrariam as forças que lhes são aplicadas. O projeto deverá durar 36 meses. Tem a participação das Força Aérea e Exército, da Tecminho e das empresas Leandor Manuel Araújo, Fibrauto, Latino Confeções, IDT Consulting e Sciencentris. O investimento do MDN (696 mil euros) corresponde a 89% do custo total. (Imagem ilustrativa; que não tem correspondência com o projeto)

Projeto BMS & EMM: Tem por objetivo desenvolver uma plataforma de gestão de recursos e operações que deverá ser usada em tanques, blindados e pelotões de fuzileiros, e ainda uma plataforma de gestão para unidades de emergência e socorro. O projeto vai ser desenvolvido pela Critical Software, o CINAMIL, o CINAV, a Autoridade Marítima Nacional e o INESC-ID. O projeto tem uma duração de 36 meses. O financiamento do MDN ascende a 1,15 milhões de euros. (Imagem que ilustra apenas um dos veículos abrangidos pelo projeto).

Projeto BMS & EMM: Tem por objetivo desenvolver uma plataforma de gestão de recursos e operações que deverá ser usada em tanques, blindados e pelotões de fuzileiros, e ainda uma plataforma de gestão para unidades de emergência e socorro. O projeto vai ser desenvolvido pela Critical Software, o CINAMIL, o CINAV, a Autoridade Marítima Nacional e o INESC-ID. O projeto tem uma duração de 36 meses. O financiamento do MDN ascende a 1,15 milhões de euros. (Imagem que ilustra apenas um dos veículos abrangidos pelo projeto).

Projeto Andómeda: Tem por objetivo fazer evoluir o sistema de informação criado pelo projeto Perseus. Pretende desenvolver uma rede privada segura entre drones. Transmissão de vídeo em tempo real entre veículos voadores tripulados e não tripulados e navios e alargamento do alcance das comunicações também constam na lista de metas que deverão ser atingidas pelo Andrómeda durante os 30 meses de investigação. O MDN investe apenas 332 mil euros, que totalizam apenas 27% do projeto. Participantes no Andrómeda: INOV-INESC; Marinha e Força Aérea Portuguesa; Xsealence.(Imagem ilustrativa; que não tem correspondência com o projeto)

Projeto Andómeda: Tem por objetivo fazer evoluir o sistema de informação criado pelo projeto Perseus. Pretende desenvolver uma rede privada segura entre drones. Transmissão de vídeo em tempo real entre veículos voadores tripulados e não tripulados e navios e alargamento do alcance das comunicações também constam na lista de metas que deverão ser atingidas pelo Andrómeda durante os 30 meses de investigação. O MDN investe apenas 332 mil euros, que totalizam apenas 27% do projeto. Participantes no Andrómeda: INOV-INESC; Marinha e Força Aérea Portuguesa; Xsealence.(Imagem ilustrativa; que não tem correspondência com o projeto)

Projeto Gamma-ex: Desenvolvimento de uma solução que recorre a veículos aéreos pilotados remotamente para a deteção de ameaças biológicas, químicas ou radiológicas, bem como atmosferas explosivas. I-SKYEX, Marinha e Exército, Instituto de Soldadura e Qualidade e Instituto Superior Técnico participam no projeto. Tem uma duração de 24 meses. O MDN investe 355 mil euros (93% do custo total).

Projeto Gamma-ex: Desenvolvimento de uma solução que recorre a veículos aéreos pilotados remotamente para a deteção de ameaças biológicas, químicas ou radiológicas, bem como atmosferas explosivas. I-SKYEX, Marinha e Exército, Instituto de Soldadura e Qualidade e Instituto Superior Técnico participam no projeto. Tem uma duração de 24 meses. O MDN investe 355 mil euros (93% do custo total).

São sete projetos, apontam para o futuro, mas não para um futuro demasiado longínquo: até 2018, deverão ficar concluídos todos estes sete projetos de investigação que o Ministério da Defesa Nacional (MDN) selecionou durante a “call” de Investigação e Desenvolvimento de 2014 (divulgada em 2015).

Além de poderem transformar a forma como as Força Armadas (FA) executam algumas das suas missões, estes projetos têm em vista a comercialização e a entrada no mercado “civil”. As candidaturas tinham como requisito o envolvimento e os interesses das Forças Armadas, mas também eram «valorizados os consórcios que integrassem entidades do setor industrial, através de fatores de ponderação multiplicativos», explica o MDN por e-mail.

Todos estes projetos se encontram num nível 7 de uma escala conhecida na Indústria como Technology Readiness Level (TRL). O que significa que já deverão ter superado a fase de demonstração de conceitos e que estão em vias de chegar a uma aplicação comercial ou industrial, explica o MDN.

Além dos diferentes ramos das FA estão também presentes empresas e laboratórios conhecidos do setor das tecnologias português: Critical Software, INOV-INESC, PT, Instituto Hidrográfico, Universidade de Lisboa, Universidade de Aveiro, Universidade do Algarve, entre outros.

Cada um dos sete projetos vai receber um cofinanciamento que varia entre os 300 mil a 1,2 milhões euros. «Alcançou-se assim uma taxa de financiamento média equilibrada entre o esforço financeiro desenvolvido pelo MDN e os proveitos quer para o saber científico de interesse fundamental da Defesa Nacional quer para o tecido económico nacional», explica o e-mail do MDN enviado para a Exame Informática.

Os sete projetos foram selecionados de um total de 24 candidaturas. A seleção ficou a cargo de um júri independente. Além destes sete projetos desenvolvidos por empresas e organismos nacionais, o MDN aprovou ainda mais três iniciativas que deverão ser executadas com parceiros estrangeiros. Essas três iniciativas estão atualmente em negociação e só deverão arrancar em 2016.

Para conhecer os diferentes projetos clique nas imagens inseridas nesta página: