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Ciência

Portuguesa recebe €1,5 milhões para programar sistemas de redes complexos

A investigadora Alexandra Silva recebeu a verba do Conselho Europeu de Investigação para estudar, durante os próximos cinco anos, os fundamentos de um novo paradigma de sistemas de redes.

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Alexandra Martins da Silva, investigadora do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e professora associada na University College London, recebeu um financiamento de €1,5 milhões do Conselho Europeu de Investigação para programar sistemas de redes complexos. Esta área está ligada à Engenharia de Software e lida com tecnologias e práticas que envolvem linguagem de programação, bancos de dados, bibliotecas, ferramentas, plataformas, padrões, processos e questões relacionadas com a qualidade de software.

De acordo com o comunicado de imprensa do INESC TEC, o trabalho que a investigadora vai desenvolver nos próximos cinco anos tem como objetivo “projetar novas ideias provenientes de programação, lógica e verificação para a programação de redes” e irá decorrer na University College London. Refira-se que a bolsa do European Research Council (ERC) providencia os meios para se formar um grupo de investigação composto por dois investigadores pós-doutorados e dois doutorandos.

Alexandra Silva tem 31 anos, licenciou-se em 2006 em Matemática e Ciências da Computação na Universidade do Minho e doutorou-se com distinção cum laude – atribuída apenas em 5% dos casos – na Universidade de Nijmegen (Holanda).

Em 2013, tornou-se a primeira mulher a vencer o Prémio Científico IBM com o trabalho “Coálgebra de Kleene”, onde criou linguagens de especificação rigorosas para descrever/prescrever e verificar o comportamento de vários modelos de computação.