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Ciência

Google quer usar drones para fazer entregas

A Google registou uma patente de dispositivo para a recolha de volumes transportados por drones. A empresa conta estrear um serviço no próximo ano.

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Hugo Séneca

A Google quer entrar no segmento dos drones – e já definiu o transporte de mercadorias e a logística um dos posicionamentos possíveis para um futuro negócio. De acordo com a Reuters, a gigante de Mountain View solicitou junto das autoridades norte-americanas o registo de uma patente relacionada com uma solução descrita como «recetáculo de entregas», que terá por objetivo recolher pacotes e embrulhos transportados por drones.

A solicitação de patente prevê o desenvolvimento de um dispositivo capaz de detetar, através de infravermelhos, drones que se encontrem nas imediações. A localização dos drones será fulcral: como se fosse um operador de uma torre de controlo, o recetáculo terá como função guiar os drones para um local em que poderão fazer entrega dos volumes transportados.

A nova patente não revela muitos detalhes sobre as tecnologias usadas pelo novo recetáculo, mas permite ter uma ideia mais clara das pretensões da Google para a área dos drones. Desde 2012, que a companhia tem vindo a desenvolver uma solução conhecida como Project Wing. Caso as previsões se confirmem, a Google deverá estrear durante 2017 o primeiro serviço de entregas por drone.

A Google pode estar decidida a avançar para as entregas por drones, mas ainda terá de esperar pela nova legislação que as autoridades dos EUA deverão emitir durante este ano. Nos EUA, a legislação atual permite que todos os drones entre os 225 gramas e os 25 quilos voem no exterior, desde que estejam registados nas autoridades.

Atualmente, há 181,061 drones registados nos EUA. É possível que entre estes drones se encontrem os drones que a Google e a Amazon já começaram a testar no âmbito de novos serviços de logística.

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