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Arqueólogos: guerra não destruiu população da Ilha da Páscoa

É um dos mistérios da civilização: os Rapa Nui construiram 800 monumentos gigantes na Ilha da Páscoa e a crença popular é que uma crise ambiental e a guerra dizimaram este povo. Arqueólogos dizem que não há provas de que população tenha mesmo desaparecido.

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Os Rapa Nui ainda constituem metade dos habitantes da Polinésia. Os antecedentes terão chegado à ilha há mais de mil anos, em canoas sofisticadas já trazendo aquelas estátuas que tornam a Ilha da Páscoa famosa nos dias de hoje. Os europeus, quando lá chegaram, no século XVIII, ficaram surpreendidos com o tamanho das estátuas e julgaram que um grande número de pessoas teriam erguido as estátuas. Essa enorme população teria esgotado os recursos da ilha, tornando-se canibal e entrando em guerra entre si. Desses desastres, teriam sobrado apenas os cerca de três mil habitantes que os europeus encontraram quando chegaram.

De acordo com o Ars Technica, o arqueólogo Carl Lipo explica que os três mil habitantes seriam o número habitual de residentes e que é possível que um povo com algumas centenas de habitantes possam ter usado técnicas de engenharia inteligentes para construiur as estátuas moai. Os investigadores analisaram ainda as lanças encontradas na ilha para concluir que não houve nenhuma chacina que tenha dizimado a população. A redução do número de habitantes deve-se sim à introdução de doenças trazidas pelos europeus, como é o caso da praga.