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ExoMars: descolagem rumo a Marte foi bem sucedida

Em outubro, a missão ExoMars deverá chegar às imediações de Marte. Descolagem decorreu sem percalços em Baikonur. E sim há mesmo tecnologia portuguesa a bordo.

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Hugo Séneca

Stephane CORVAJA

Às 9:31 de Portugal, descolou esta manhã de Baikonur, Cazaquistão, o foguetão russo Proton-M que, durante as próximas horas, vai transportar um satélite e um módulo de aterragem da missão ExoMars.

Depois de entrar no espaço, o Proton-M deverá “libertar” o satélite e a sonda de aterragem. Estes dois módulos deverão viajar acoplados até Marte, tendo como fonte energética a luz captada por painéis solares. Só em outubro se prevê que as duas máquinas voltem a mudar de configuração: nessa data, o satélite deverá manter-se em órbita e um módulo de aterragem Schiaparelli será enviado para o planeta vermelho, de onde deverá recolher amostras.

O satélite deverá manter-se em órbita durante cinco anos, e terá como missão de recolher dados sobre os gases que podem ser reveladores sobre a presença de vida no planeta vizinho.

Os cientistas da ESA preveem que o módulo Schiaparelli entre na atmosfera de Marte a uma altitude de 121 quilómetros e a uma velocidade de 21 mil quilómetros por hora. A 11 quilómetros de Marte, será ativado um paraquedas que tem como missão reduzir a velocidade da descida para os 250 quilómetros/hora. Assim que estiver garantida a desaceleração, o Schiaparelli deverá ativar três motores que deverão funcionar até os radares internos detetarem uma distância de dois metros do solo – que será percorrida em queda livre até à aterragem definitiva.

O lançamento do Foguetão Proton-M marca o início do primeiro “capítulo” da missão ExoMars. Em 2018, será lançado para o planeta vermelho um Rover, que permitirá aumentar o leque de opções no que toca à recolha de amostras e dados em Marte.

A missão ExoMars resulta de uma parceria entre a Agência Espacial Europeia (ESA; de que Portugal é membro) e a agência espacial russa Roscosmos. A bordo dos módulos enviados hoje seguem tecnologias desenvolvidas por empresas portuguesas. HPS, Critical Software ou Active Space merecem o destaque de vários títulos dos jornais portugueses devido à participação no consórcio de empresas de 20 países, que tornou possível esta ida a Marte.

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