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Estudo diz que é possível acabar com combustíveis fósseis em 10 anos

Aprender com a História, recear as alterações climáticas, rentabilizar as inovações tecnológicas e fazer um esforço conjunto – se estas premissas se cumprirem, numa década pode deixar de usar-se o carvão e o petróleo.

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Paulo Matos

Um estudo realizado pelo think tank britânico Sussex Energy Group refere que a humanidade poderia deixar de usar o carvão e o petróleo numa década. De acordo com Benjamin Sovacool, professor da universidade de Essex, basta olhar para as provas históricas e constatar que as transições energéticas que ocorreram mais depressa tiveram por base uma forte intervenção governamental, que forneceu incentivos económicos ou ambientais para a mudança: na Europa, a passagem da madeira para o carvão levou 96 a 160 anos; enquanto a eletricidade demorou a chegar 47 a 69 anos a tornar-se mainstream. O Engadget dá até como exemplo o caso de Ontário, no Canadá, que conseguiu acabar com a energia proveniente do carvão em apenas 11 anos (entre 2003 e 2014).

Assim, para o Sussex Energy Group, para terminar com os combustíveis fósseis será necessário um misto de avanços tecnológicos, preocupações ambientais e diminuição dos recursos disponíveis. Benjamin Sovacool recorda que, se não houver uma intervenção dos governos, a transição será mais lenta. Contudo, insiste que a ideia reinante de que é preciso muito tempo para acabar com os combustíveis fósseis é errada – requer é um esforço concertado.

Os veículos elétricos e as energias renováveis têm sido apontados como exemplo do caminho a seguir no futuro, mas ainda enfrentam a oposição da indústria ligada aos combustíveis fósseis, que tem conseguido adiar a implementação de legislação que acelere este processo.

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