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Volta à França: câmaras térmicas para caçar motores escondidos

A 2 de julho arranca a Volta a França e… também a caça ao motor elétrico. Governo francês pretende criminalizar o uso de tecnologias em estratagemas batoteiros.

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Hugo Séneca

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A bicicleta é dos poucos meios de transporte terrestres em que o passageiro também é a força motriz. E tudo leva a crer que não será na Volta a França de 2016 que o princípio que distingue as bicicletas vai mudar: a corrida mais famosa do ciclismo, que arranca a 2 de julho, vai passar a contar com câmaras térmicas para detetar o uso ilegal de motores incorporados nas bicicletas.

De acordo com a Lusa, as câmaras que detetam os motores a partir da temperatura foram desenvolvidas pela pela Comissão de Energia Atómica de França. Nos testes levados a cabo durante os campeonatos de ciclismo franceses, os motores térmicos revelaram capacidade suficiente para detetar motores – mesmo quando se encontram desligados.

As câmaras térmicas poderão ser usadas pelos motociclistas que acompanham o pelotão ou por operadores posicionados à beira de uma estrada. Este novo sistema antibatota vai complementar a ressonância magnética que hoje é usada nas partidas e chegadas dos ciclistas.

O governo francês não desperdiçou a oportunidade de se associar ao combate à fraude e fez saber que também pretende criminalizar o uso de tecnologias ilegais para a melhoria do desempenho desportivo.

A renovação da legislação e dos sistemas de deteção de tecnologias pretendem dar resposta à crescente sofisticação dos motores elétricos de bicicletas. Em janeiro, a batota com motores elétricos conheceu o primeiro caso de maiores proporções mediáticas: Femke Van den Driessche, ciclista de 19 anos, foi penalizada com uma suspensão de seis anos e uma multa de 20 mil francos suíços (cerca de 18.800 euros) depois de ter sido detetado um motor na bicicleta usada nos mundiais de ciclocrosse.

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