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NRAM: as memórias vão mudar

As Nano-RAM deverão começar a desbravar o seu lugar no mercado em 2018. A Fujitsu foi a primeira marca a anunciar a aposta nesta tecnologia que promete meses de funcionamento ininterrupto nos telemóveis

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A Fujitsu Semiconductor planeia lançar as primeiras memórias Nano-RAM (NRAM) até ao final de 2018. As novas memórias operam com uma interface DDR4, que já é comum nos computadores da atualidade, e prometem um aumento de desempenho mil vezes superior às memórias DRAM. Para os utilizadores, a nova geração memórias RAM tem como principal atrativo a promessa de aceleração de computadores e telemóveis. E foi por isso que a Fujitsu já tratou de se posicionar face ao mercado – até porque não deverá ser a única marca a apostar nesta evolução tecnológica. A Nantero, a empresa que criou a NRAM, confirma que há várias outras empresas que já começaram a testar o potencial destas novas memórias.

Os planos da Fujitsu ajudam a ter uma ideia de como está a ser preparada a estreia da Fujitsu: a nova geração de memórias deverá começar a ser produzida recorrendo a uma microarquitetura de 55 nanómetros – mas já estão igualmente em estudo microarquiteturas de 28 e 40 nanómetros que deverão estrear posteriormente.

A NRAM deverá começar por ser usada em servidores – mas prevê-se que, ao longo do tempo, sejam criadas versões e derivados que poderão ser usados em computadores pessoais ou até mesmo em telemóveis. Questionado pela Computerworld, Greg Schmergel, CEO da Nantero, recorda que a NRAM tem uma característica especialmente apreciada em qualquer equipamento eletrónico – e em especial nos telemóveis: não necessita de operações de limpeza de dados e opera com unidades de energia reduzidas (femtoJoules). O que poderá expandir a autonomia de um telemóvel para alguns meses de funcionamento ininterrupto em modo de standby.

Por enquanto esta memória está desenhada para operar com uma “arrumação” de células na horizontal. O que significa que funciona apenas em duas dimensões. No futuro deverá ser desenvolvida tecnologia que permite operar com uma disposição de células que já conta com as três dimensões.

Com a passagem para três dimensões, a a Nantero acredita que poderá criar a solução necessária para que os vários fabricantes de memórias criem produtos com diferentes capacidades. «Esperamos que a densidade (de dados) varie consoante os fabricantes. A maioria dos fabricantes deverá produzir com quatro ou oito camadas. Mas nós podemos fazer mais do que isso. A tecnologia de nanotubos não tem limites», acrescenta Greg Schmergel.

Para quem ainda duvida do potencial da NRAM, há ainda mais uma virtude que pode fazer a diferença: o custo de fabrico da NRAM não vai além de metade do custo da geração de memórias que a antecedeu.

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