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ECM: o chatbot emocional

Investigadores chineses desenvolveram um chatbot capaz de entender as emoções dos utilizadores e de incluir emoções também nas suas respostas.

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Exame Informática

É um passo na direção de criar robôs emocionalmente sofisticados. A equipa de investigadores chineses explica que o ECM aproxima-nos de uma era em que as interações com as máquinas sejam suaves e para lá de puramente funcionais. O ECM consegue perceber a emoção do utilizador e é capaz de incluir felicidade, tristeza ou nojo nas suas respostas também.

Minlie Huang, um dos coordenadores do estudo na Universidade de Tsinghua, em Pequim, diz que ainda estamos longe de ter uma máquina que entende na perfeição a emoção dos utilizadores, sendo esta apenas a primeira tentativa de resolver o problema, cita o The Guardian.

O primeiro passo deste projeto foi criar um algoritmo capaz de detetar emoções em 23 mil posts publicados na rede social chinesa Weibo. Os posts foram inicialmente classificados por humanos com etiquetas como “Feliz” ou “Triste”, entre outras. O sistema informático aprendeu então a classificar milhões de entradas de acordo com cinco classificações e, dependendo das mensagens do utilizador e das suas preferências, conseguiu responder com emoções. Num caso prático, um utilizador escreveu: «O pior dia de sempre. Cheguei atrasado por causa do trânsito». Em modo neutro, o chat responderia «Estavas atrasado». Em modo de nojo, diria «Às vezes, a vida não presta mesmo», em modo de apoio diria «Estou sempre aqui para te ajudar» ou em modo Feliz diria «Sorri. As coisas vão melhorar».

O próximo passo da equipa é criar uma solução que permita adequar a resposta e a emoção ao contexto e à mensagem do utilizador, de forma a parecer mesmo um humano que esteja a responder.

Sandra Welchner, do Oxford Internet Institute, explica que, no futuro, estes algoritmos serão personalizados: «Alguns de nós gostam de um discurso mais rígido, enquanto outros preferem ter apenas alguém com quem ventilar». O receio, segundo esta especialista, é que os chatbots se façam passar por humanos tão bem que enganem os utilizadores e lhes roubem dados sensíveis. Apesar de tudo, a especialista alerta que existe muito potencial para o bem também.