exameinformatica

Uma parceria EXPRESSO

Siga-nos nas redes

Perfil

Ciência

Redes de drones e Inteligência Artificial para combater caça de elefantes e rinocerontes

A Lindbergh Foundation e a empresa de software de redes neurais Neurala anunciaram uma parceria para a criação de um sistema de drones e Inteligência Artificial para proteger elefantes e rinocerontes.

  • 333

Em todo o continente africano, um rinoceronte é morto a cada 9 a 11 horas e um elefante a cada 14 minutos. A este ritmo, a Lindbergh Foundation estima que os elefantes africanos estejam extintos em dez anos. Para combater esta ameaça, a fundação aliou-se a uma empresa de software para redes neurais, a Neurala, para desenvolver um sistema capaz de detetar os caçadores furtivos antes de estes se aproximarem sequer dos animais indefesos.

O programa Air Shepherd vai usar redes de drones de vigilância, com capacidade de infravermelhos e que voam em silêncio para poder apanhar os caçadores, mesmo de noite. Os drones têm autonomia de voo até cinco horas e são comandados a partir de uma base móvel, que recebe os feeds de vídeo e envia os alertas para as autoridades apanharem os caçadores em plena ação, explica o ZDNet.

A vantagem da utilização de rede neurais é que o sistema de sensores pode “aprender” a detetar os objetos de interesse e estas ajudam ainda os vigias humanos a analisar terabytes de vídeo em tempo real, distinguindo animais, veículos e caçadores.

O projeto conta com fundos do World Wildlife Fund e a Google está a considerar participar com investigação e desenvolvimento para ajudar a combater este crime ambiental.