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Jovens portugueses mandam menos SMS e usam tarifários com mais dados

Esther Vargas / Flickr

Um estudo sobre os consumos dos jovens revela que, no que toca ao preço dos tarifários mais utilizados, houve nos últimos anos um aumento ligeiro nos pacotes acima de 15 euros, mas o consumo médio mantém-se relativamente estável. Os jovens utilizam cada vez mais os dispositivos móveis para aceder a conteúdos online e parecem cada vez menos preocupados com os possíveis efeitos das radiações eletromagnéticas que estes emitem.

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Ruben Nascimento Oliveira

Um grupo de investigadores da INOV-INESC revelou os resultados de um estudo sobre a utilização de telemóveis pelos jovens portugueses. Aparentemente os utilizadores mais imberbes andam a enviar menos SMS e a utilizar cada vez mais os dispositivos móveis para aceder à internet.

A equipa responsável pelo estudo revela um aumento considerável, entre 2010 e 2016, da utilização da internet no telemóvel. O estudo apurou que 48% dos inquiridos usaram, no ano letivo 2015-16, o telemóvel para aceder à Internet - com especial destaque para as redes sociais.

Durante o ano letivo 2015-16, registou-se ainda um grande aumento de tarifários com pacotes de dados. No estudo, 87% dos alunos afirmaram que possuem dados móveis.

Um dado também interessante mostra que comparativamente aos anos anteriores, existem agora menos jovens a enviar SMS, em grande parte graças à crescente utilização de canais de comunicação baseados na Internet, para a troca de mensagens que muito provavelmente se justifica com os tarifários de pacotes de dados cada vez maiores.

A média do gasto mensal nos tarifários tem vindo a manter-se relativamente estável, fixando-se no último ano nos 9,81 euros. No entanto verifica-se que, a partir de 2014, começou a existir um aumento considerável nos carregamentos acima de 15 euros, que acompanha o aumento da adesão a determinados pacotes de dados.

O estudo demonstra também que as raparigas fazem menos telefonemas, mas estas chamadas são «20% mais longas em duração, enquanto os rapazes telefonam mais vezes por períodos mais curtos e enviam mais mensagens escritas» - informa o comunicado da INOV-INESC.

A idade média para o primeiro telemóvel manteve-se constante nos dez anos de ao longo dos cinco estudos realizados, havendo uma tendência por parte daqueles que recebem o telemóvel mais cedo para um uso mais intenso.

O projeto FAQtos tem vindo a estudar os consumos dos jovens no nosso pais há cerca de cinco anos, ao longo dos quais, 8.595 inquéritos foram distribuídos por alunos de 130 colégios e escolas de ensino secundário.

Por último, a nível de preocupação sobre os possíveis efeitos das radiações emitidas pelos dispositivos móveis, existe uma diminuição progressiva do medo e das dúvidas por parte dos alunos. Contudo, atualmente, 37% dos jovens afirma preocupar-se e 17% alegam que já procuraram informação sobre o tema.

Se tiver algum tipo de dúvidas relativamente aos efeitos das radiações eletromagnéticas emitidas pelo seu dispositivo móvel pode procurar uma resposta no portal da FAQtos.