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AMC-9: um satélite em vias de se desfazer

A operadora do Luxemburgo SES perdeu o contacto com um satélite de comunicações estacionado a 36 mil quilómetros de altitude. Agora, o contacto foi retomado, mas há indícios de que o equipamento possa estar a desfazer-se.

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Na manhã de 17 de junho, a SES perdeu o contacto com o satélite AMC-9 e solicitou a colaboração de outras duas empresas para perceber o que se passava. A ExoAnalytic Solutions detetou, alguns dias mais tarde, que o satélite se tinha começado a fragmentar: «vimos vários pedaços a soltar-se nos últimos dias. Estamos a monitorizar pelo menos um desses fragmentos», explica o CEO da ExoAnalytics.

Ontem, a SES emitiu um comunicado onde revela que a 1 de julho o contacto com o satélite foi restabelecido e que está a trabalhar com a Thales, que fabricou o aparelho, para perceber o status atual e definir os próximos passos. A SES refere também que a origem dos dois objetos separados que foram detetados ainda tem de ser identificada, recusando admitir para já que se tratam de partes do satélite, noticia o ArsTechnica.

O AMC-9 foi colocado em órbita em 2003 e está aproximar-se do fim dos 15 anos de vida útil estimada para este tipo de aparelhos. O satélite estava localizado a 36 mil quilómetros de altitude, sobre o equador terrestre, juntamente com outros 500 satélites de governos e comerciais. Esta altitude é considerada ótima porque permite manter uma posição num ponto fixo com relativa facilidade.

A ExoAnalytics está a monitorizar atualmente cerca de dois mil objetos em órbita geoestacionária, alguns dos quais medem apenas 20 centímetros. Cerca de 500 destes objetos são satélites militares, de comunicações ou meteorológicos e os restantes são fragmentos. Ainda não foi possível determinar o que causou a fragmentação do AMC-9.

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