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Afinal, o que aconteceu aos Rapa Nui na Ilha de Páscoa?

Dilpesh Laxmidas

A Ilha de Páscoa foi habitada por uma sociedade avançada até ao século XVII e há uma teoria que diz que, esgotados os recursos naturais, as famílias lutaram até à morte umas contra as outras. Agora, há uma nova teoria sobre o que se terá passado.

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Exame Informática

A Ilha de Páscoa situa-se a 3700 quilómetros do Chile, mede 170 quilómetros quadrados e terá sido habitada há 1100 a 900 anos por uma civilização que durou algumas centenas de anos. Esta civilização é mais conhecida pelas estátuas gigantes que cosntruiu e que estão envoltas em grandes mistérios. Uma das teorias mais defendidas diz que esta população esgotou os bens naturais da ilha e que as famílias lutaram até à morte, umas contra as outras. A populaçao polinésia terá tido o “azar” de calhar numa ilha seca e com um terreno pouco fértil: depois de abater todas as árvores para construção e para transportar as estátuas moai, os nativos perceberam que as árvores não voltaram a crescer, tendo ficado sem frutos e sem recursos naturais e virado-se para o canibalismo e a barbárie quando os Holandeses chegaramem 1722.

Agora, investigadores publicaram no Journal of Pacific Archaeology uma nova interpretação do que terá acontecido. Estes cientistas alegam que os Rapa Nui, a população local, manteve uma indústria próspera de construção de ferramentas e de colaboração, mesmo enquanto se tornava “bárbara”. «Para mim, a indústria de modelação da pedra é uma prova sólida de que existia cooperação entre famílias e grupos artesãos», diz Dale Simpson Jr., um dos coordenadores.

Esta nova equipa analisou as ferramentas usadas pelos Rapa Nui como enxadas, formões e os toki, um acessório semelhante a um machado, e verificou que os materiais brutos usados para construí-las vieram praticamente todos da mesma pedreira, em Rano Raraku. A proveniência única permite sugerir que todos na ilha estavam a usar os mesmos materiais, o que implica colaboração. Os cientistas olharam para 17 ferramentas incluídas num conjunto de 1624 vestígios junto das estátuas gigantes e concluem que «nenhum clã em particular parecia ter o controlo ou diferente acesso aos recursos, pelo que devem ter colaborado na sua utilização», disse Robert DiNapoli. Segundo este cientista, «simplesmente não existe qualquer evidência arqueológica que suporte um conflito de grande escala entre os Rapa Nui».

A sociedade ainda existe atualmente, mas terá levado duros golpes durante a colonialização e o período da escravatura. «Ainda há milhares de Rapa Nui hoje – a sociedade não se perdeu», disse Simpson.

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