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NASA e Autodesk usam Inteligência Artificial para criar as sondas do futuro

Os engenheiros da NASA e da Autodesk conseguiram construir um novo conceito de sondas que podem ajudar a explorar luas distantes, recorrendo a soluções de Inteligência Artificial.

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Exame Informática

A revelação foi feita pela Autodesk com a apresentação de um modelo que parece uma aranha. A empresa explica que criou uma equipa com o JPL da NASA, onde cada uma das organizações colocou cinco engenheiros a trabalhar juntos. A equipa propõe a construção de sondas com formas de inseto que possam explorar a superfície de luas distantes como Enceladus ou Europa. Um design semelhante ao corpo de uma arannha permite uma melhor aproximação, aterragem e exploração, acreditam estes investigadores.

A parceria, segundo o The Verge, surgiu com um objetivo claro de criar sondas para exploração espacial que pesassem menos. A redução do peso ajuda a reduzir custos e a complexidade da missão, tornando ainda possível a integração de novos sensores capazes de recolher mais dados.

Os engenheiros da Autodesk usaram Inteligência Artificial para produzir centenas de desenhos e propostas em pouco tempo. A equipa usou uma técnica conhecida por design generativo, onde foi integrando as suas sugestões e parâmetros de cada vez que um desenho era apresentado pela máquina. Entre as variáveis, os investigadores exploraram a possibilidade de se usar diferentes materiais como alumínio e titânio ou diferentes métodos de produção, como a impressão 3D.

Em um mês e meio, a equipa surgiu com um conceito semelhante a uma aranha, composto de três secções principais. As entranhas são feitas de alumínio em impressão 3D e contêm os instrumentos necessários para estudar mundos distantes, o chassis é o que suporta toda a estrutura e as “patas” são feitas em impressoras 3D, também em alumínio. O modelo mede cerca de dois metros de altura e pesa menos 35% do que aparelhos semelhantes.