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SwitHome: as palmilhas de reabilitação de AVC que foram criadas em Coimbra

«Por um lado, permite que o paciente consiga realizar mais horas de reabilitação no conforto do seu lar, reduzindo gastos e acelerando o processo de recuperação. Por outro, os profissionais de saúde podem tratar um maior número de pessoas com os mesmos recursos humanos», refere um dos mentores do projeto Switome

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Em dezembro, um hospital espanhol e um hospital holandês vão começar a testar umas palmilhas inteligentes que começaram a ser desenvolvidas em parceria pelo Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) de Coimbra e o Instituto Pedro Nunes (IPN). As palmilhas inteligentes desenvolvidas no âmbito do projeto SwitHome deverão chegar ao mercado de 2020, com o propósito de facilitar as sessões de reabilitação de pacientes de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC).

As novas palmilhas recebem dados de 200 pontos de pressão na palma do pé durante exercícios de reabilitação de movimentos para pacientes de AVC. Além de permitir monitorizar melhorias ou regressões em tempo real, a solução idealizada nos laboratórios da Universidade de Coimbra está apta a enviar informação para fisioterapeutas ou técnicos de reabilitação, através da Internet.

Durante as sessões, que têm por base exercícios numa lógica de jogo, os dados são comunicados para um tablet que permite aceder a informação processada no momento, e uma plataforma on-line que pode ser usada tanto por pacientes como por especialistas para analisar os resultados alcançados pelas sessões de reabilitação.

O projeto iniciado pelo investigador Mahmoud Tavakoli nos laboratórios da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Coimbra não teve de esperar muito para conseguir despertar o interesse além-fronteiras: além de ter garantido 500 mil euros de investimento do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia, o projeto levou à constituição de um consórcio com a participação da Fundação Sant Joan de Déu, da GMV Innovating Solutions, em Espanha, e ainda do Hospital Universitário de Groningen, da Holanda. As startups portuguesas Sword Health e SoftBionics também integram o consórcio que vai liderar os ensaios com pacientes de AVC em hospitais de Barcelona e Groningen.

«É uma tecnologia com grande impacto quer para os doentes quer para os sistemas de saúde. Por um lado, permite que o paciente consiga realizar mais horas de reabilitação no conforto do seu lar, reduzindo gastos e acelerando o processo de recuperação. Por outro, os profissionais de saúde podem tratar um maior número de pessoas com os mesmos recursos humanos, personalizar terapias e obter maior eficácia na reabilitação», informa António Lindo da Cunha, coordenador do projeto e investigador do Laboratório de Automática e Sistemas (LAS) do IPN, através de um comunicado da Universidade de Coimbra.

Além de, potencialmente, poderem reduzir os custos das sessões terapêuticas (os mentores do projeto Swithome estimam reduções de 35%), as novas palmilhas inteligentes permitem realizar sessões terapêuticas fora dos hospitais e clínicas e abrem caminho ao desenvolvimento de exercícios à medida das necessidades de cada utilizador.

Entre os mentores do projeto SwitHome, há a convicção de que as palmilhas desenvolvidas com recurso com recurso à eletrónica flexível poderá vir a ser experimentada em pacientes de outras doenças, como o pé diabético.

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