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Investigador chinês alega ter criado bebés geneticamente modificados

Exame Informática

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Jiankui He queria criar embriões resistentes às infeções por VIH, manipulou geneticamente os embriões de sete casais, mas só uma gravidez foi bem sucedida. A universidade nega que a experiência tenha acontecido com o seu conhecimento e promete investigar o tema.

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A equipa de Jiankui He terá usado uma técnica conhecida como CRISPR-Cas9 para alterar o ADN e corrigir mutações do código genético diretamente relacionadas com doenças. Apesar de ter tido, alegadamente, um objetivo nobre (criar um embrião imune a uma doença que infeta 2,5 milhões de novas pessoas por ano), ainda não estão estudadas as implicações futuras da manipulação genética em embriões humanos, pelo que o “feito” está a ser recebido com desconfiança e até mesmo indignação. A SUSTech, universidade onde trabalha o investigador, rejeita que a experiência tenha sido realizada nas suas instalações ou com o seu conhecimento, pelo que irá investigar o sucedido.

A verdade é que o investigador publicou um vídeo no YouTube onde conta a descoberta, revela orgulho por ter conseguido fazer com que Lulu e Nana nascessem saudáveis e, graças à edição do gene CCR5, imunes ao VIH, noticia a Associated Press.

A investigação não foi ainda avaliada pelos pares e o cientista recusa dar detalhes sobre a identidade dos pais aos jornalistas.

Algumas nações já baniram completamente a utilização da CRISPR, conhecida como técnica do cortar+colar da genética, por ainda não terem sido avaliados os impactos éticos. No entanto, jo Reino Unido e no Japão, por exemplo, é possível usar a técnica para melhor se compreender o processo de desenvolvimento.

A segunda edição da Cimeira Internacional sobre a Edição do Genoma Humano está marcada para começar hoje em Hong Kong, pelo que o timing do anúncio deste feito não terá sido nada inocente.

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