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Fósseis com 4,3 mil milhões de anos levam a questionar origem da Terra

No último ano, a teoria de que a Terra tinha um clima ameno e água pouco depois de ter sido formada tem conquistado cada vez mais adeptos. Fósseis com milhares de milhões de anos, encontrados em locais variados, comprovam esta versão.

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Exame Informática

Investigadores nos últimos anos têm descoberto rochas e fósseis que contrariam a versão atual de que a Terra era um local quente, inóspito e inabitável há milhares de milhões de anos e que só o deixou de ser devido a uma grande chuva de meteoritos que atingiu o planeta e acalmou as condições atmosféricas. Agora, há uma nova corrente que diz que «havia água, potencialmente parte da crosta era estável. Não está completamente fora de questão que seria um mundo habitável e que existiria algum tipo de vida», disse Elizabeth Bell, uma geoquímica da Universidade da Califórnia.

O planeta ter-se-á formado há 4,54 mil milhões de anos, a partir de poeiras e rochas que “sobraram” do Sol. O jovem planeta continuou a ser bombardeado por asteroides, alguns formando crateras com até mil quilómetros de diâmetro até que se deu origem à Lua.

As evidências colhidas nos últimos anos indiciam que a Terra teria um clima ameno e estável, com todas as condições para albergar e formar diversos tipos de vida logo aquando da sua origem. Uma série de fósseis recentemente descobertos mostram evidências de que terá existido água, oxigénio e vida já há mais de 4,3 mil milhões de anos, contrariando a tese de que nos primórdios o nosso planeta era demasiado agressivo para ter vida. A evidência mais antiga descoberta agora aponta para vestígios de vida há 3,77 mil milhões de anos, embora alguns investigadores acreditem que o mesmo fóssil data de 4,26 mil milhões de anos. Os fósseis têm cerca de metade da espessura de um cabelo humano e medem meio milímetro de comprimento, são feitos de um material chamado hematite e podem indiciar comunidades microbiais com mais de 4,28 mil milhões de anos, avança a Cnet.

Uma equipa do Japão alegou em setembro de 2017 ter descoberto flocos de grafite no Canadá que indiciam também que haveria vida na Terra há 3,95 mil milhões de anos. Na Gronelândia, uma equipa encontrou elementos remanescentes destos micróbios que datam de há 3,7 mil milhões de anos.

John Valley, que lidera uma equipa a partir da Universidade de Wisconsin, afirma que «penso que é possível que a vida tenha surgido alguns milhões de anos depois de as condições terem se tornado favoráveis. Da perspetiva de um micróbio, um milhão de anos é muito tempo, mas trata-se de um piscar de olhos em tempo geológico».