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Como os drones estão a ajudar a combater as invasões de ratos nas Galápagos

A Humanidade está a usar drones para acabar com as invasões de ratos nas ilhas Galápagos. Estes animais foram trazidos pelos homens há muitos anos e a sua expansão é catastrófica para a fauna local.

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Exame Informática

Os homens levaram cabras (de propósito) e ratos (por acidente) para as Galápagos. Estas duas espécies representam uma ameaça para as espécies locais e o DPNG, de Galapagos National Park Directorate, tem estado a tentar encontrar formas de remover as espécies invasivas, ilha a ilha. Remover milhares de pinguins, burros e cabras tem sido difícil, mas está a ser feito. Para os ratos, especialmente nas ilhas mais pequenas, os responsáveis têm de contar com drones que possam ser enviados para sobrevoar estes territórios e espalhar veneno de forma rápida e barata.

Numa pequena ilha de 1,9 quilómetros quadrados, uma infestação de ratos pretos e castanhos em 2018, colocou em risco milhares de ovos de pássaros que tinham sido deixados no solo. Nesta ilha, North Seymour, não há árvores e os pássaros estão habituados a construir ninhos no solo. Por outro lado, também não há predadores naturais para os ratos, pelo que a infestação espalhou-se rapidamente. As autoridades empacotaram mais de três toneladas de veneno para ratos, convidaram pilotos de drones da Nova Zelândia e começaram a agir. Os dois drones carregaram 20 quilos de veneno durante os 15 minutos de voo de cada vez e conseguiram cobrir 52% do terreno da ilha antes de terem de parar as operações por dificuldades mecânicas.

Para tratar do resto da ilha, foram necessários mais de 30 guardas, equipados com máscaras, óculos e roupas de proteção, o que nos dá uma perspetiva sobre a eficácia e a vantagem de usar drones.