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Ciência

Estudo revela que as abelhas conseguem resolver problemas matemáticos com adição e subtracção

Leon Doorn / EyeEm

Para testar as capacidades ariteméticas das abelhas, os investigadores criaram uma colmeia em forma de “Y”, com três câmaras, onde lhes davam os estímulos através de cores e formas.

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Francisco Garcia

Uma equipa de investigadores australianos e franceses realizou um estudo em que provou que as abelhas conseguem resolver operações ariteméticas simples. Criaram um método de treino através do uso de cores e formas, e sempre que as abelhas acertassem as subtrações ou adições seriam presenteadas com uma gota de uma substância açucarada.

Para testar as capacidades aritméticas dos insetos, a equipa construiu uma colmeia em forma de “Y”, com três divisões diferentes, na qual as abelhas entravam por um buraco e acediam a uma das câmaras mais pequenas. Consoante o número de formas com cores que recebiam (variando entre 1 e 5 formas e podendo ser amarelas, para subtrair, ou azuis, para somar), as abelhas voavam para uma das outras divisões que apresentavam ou a resposta correta, ou a resposta errada, após resolverem o problema.

«O nosso projeto deu uma contribuição importante no estudo do funcionamento dos cérebros e da habilidade para resolver problemas matemáticos», disse Adrian Dyer, co-autor do estudo, à Cnet.

No caso das abelhas darem uma resposta errada, os investigadores davam-lhes uma gota de uma substância quinina, menos apetitosa que a substância açucarada que lhes davam no caso de acertarem.

O teste focou-se num grupo de 14 abelhas e, embora tenha sido usado o sistema de gotas ‘boas’ ou ‘más’, baseou-se puramente na sorte do acaso, levando a que as abelhas tivessem uma taxa de sucesso de 50%.

«O estudo alterou o nosso entendimento da aritmética». «Sabemos agora que operações de adição e subtração podem ser resolvidas por um cérebro com menos de 1 milhão de neurónios», concluiu.

As descobertas do estudo sugerem que o cérebro da abelha, embora pequeno, consegue processar cognição numérica e, desse modo, suspeita-se que outros animais sejam também capazes de o fazer.

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