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Mina da Urgeiriça vai estrear robô explorador

O robô UX-1 durante testes com um mergulhador num tanque

Além de poupar humanos a eventuais incidentes, o uso de robôs como os que foram desenvolvidos no projeto UNEXMIN poderá favorecer o reaproveitamento de minas que ainda não se encontram exauridas – mas que deixaram de ser exploradas devido às inundações.

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No projeto UNEXMIN, há mais uma grande data que se perfila: no dia 4 de abril, um dos robôs exploradores desenvolvido pelo projeto que junta investigadores de 12 entidades europeias vai estrear-se na exploração da mina de urânio da Urgeiriça, em Nelas, distrito de Viseu.

« O UNEXMIN inclui o desenvolvimento de três robôs para fazer mapeamentos 3D e, assim, obter dados geológicos que não podem ser obtidos de outra forma sem custos elevados ou com outros riscos associados (como utilizar mergulhadores para a investigação). Em Portugal, são parceiros deste projeto o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e a Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM)», explica um comunicado do INESC TEC.

Durante os testes levados a cabo na Urgeiriça, prevê-se que o robô do projeto UNEXMIN proceda ao mapeamento de galerias e túneis da mina e permite obter informação útil sobre as características geológicas do local. O INESC TEC garante que a demonstração deverá ser feita em concordância com a legislação nacional, e não se prevê qualquer dano nas galerias da mina.

Antes dos testes levados a cabo na Urgeiriça, os robôs exploradores, que foram batizados de UX-1, do UNEXMIN já foram testados com sucesso em minas na Eslovénia e Finlândia.

Além de poupar humanos a eventuais incidentes, o uso de robôs poderá favorecer o reaproveitamento de minas que ainda não se encontram exauridas – mas que deixaram de ser exploradas devido às inundações. «Existem na Europa cerca de 30 mil minas fechadas, muitas das quais ainda contêm recursos minerais importantes e passíveis de serem explorados. Muitas destas minas estão agora inundadas, o que torna a sua prospeção e avaliação um processo difícil. Neste momento existe falta de informação do seu estado atual devido aos elevados custos monetários e ao perigo», descreve Alfredo Martins, investigador do Centro de Robótica e Sistemas Autónomos do INESC TEC e docente do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), em comunicado.

No vídeo inserido nesta página pode descobrir mais informação sobre os robôs UX-1 e sobre o projeto UNEXMIN.

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