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Organização Mundial de Saúde: vício dos videojogos classificado como doença mental

Carol Yepes - Getty Images

A Classificação Internacional de Doenças designa o vício em videojogos como «um padrão de persistência em comportamentos que envolvam jogar vídeojogos, online ou offline, que se manifesta pela falta de controlo sobre o jogo»

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Francisco Garcia

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou este sábado que o vício em videojogos passou a ser considerado uma doença mental. Em junho do ano passado, a OMS tinha já assinalado este tipo de vício à lista de práticas relacionadas com tecnologia, que podem causar danos psicológicos nas pessoas. O vício em videojogos contempla todas as plataformas, sejam elas consolas, Internet, computadores ou até smartphones.

A Classificação Internacional de Doenças designa o vício em videojogos como «um padrão de persistência em comportamentos que envolvam jogar vídeojogos, online ou offline, que se manifesta pela falta de controlo sobre o jogo e pela precedência que o mesmo toma na vida de uma pessoa, relativamente a outras atividades do dia a dia.»

Algumas organizações da indústria de videojogos vieram opor-se contra a nova designação da OMS, avança a GameIndustry.biz, reforçando que há estudos que comprovam os benefícios dos videojogos nos utilizadores e que «para uma desordem desta natureza ser diagnosticada, o indivíduo tem de apresentar sintomas em como a sua vida (pessoal, familiar, social e académica) está a ser prejudicada pelo excesso de jogo durante um período de 12 meses».

Embora este tipo de adição não seja uma descoberta recente, a Cnet avança que a Associação Americana de Psiquiatria ainda não considera este vício uma doença do foro psiquiátrico.

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