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Na Tanzânia, já há quem fabrique drones com bambu

Francisco Garcia

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Embora haja um grande investimento na indústria dos drones, o conceito surgiu quando um cidadão local aproveitou materiais da região onde vive para construir uma solução mais económica, mas igualmente funcional

Francisco Garcia

E se na Tanzânia se construissem drones com canas de bambu e peças feitas com impressão 3D? Sim, é verdade. Foi Bornlove Ntikha, um recém-licenciado em Estudos da Comunidade e Desenvolvimento, que surgiu com este conceito inovador, aproveitando materiais abundantes na região de Lake Victoria, onde vive, para construir os drones low cost, mais acessíveis a todos.

Os drones consistem no seguinte: uma cana central com duas canas laterais presas com amarras nas extremidades; um total de quatro hélices (cada cana lateral com duas hélices presas nas extremidades); hardware eletrónico (bateria, motor, recetores, GPS e algumas peças de encaixe impressas em 3D) preso por amarras e fita adesiva na cana central; pequenos troncos que servem de suporte à aterragem – o custo total de produção do engenho ronda os 150 dólares (cerca de 135 euros).

De acordo com a IEEE Spectrum, devido a uma iniciativa que surgiu quando o Banco Mundial e o Governo da Tanzânia decidiram lançar um desafio, chamado Lake Victoria Challenge, há atualmente um forte investimento no país, para o desenvolvimento de soluções nesta área tecnológica.

Este evento juntou desde grupos académicos, marcas com presença no mercado e membros oficiais de outros governos africanos, com o objetivo de arranjar uma solução para o transporte de matéria com drones.

Veja no seguinte vídeo os drones de bambu em ação:

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