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Deputados ingleses querem travar reconhecimento facial

Os deputados do comité de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Comuns no Reino Unido recomenda que as autoridades parem de usar tecnologias de reconhecimento facial automático e que não devem existir mais experiências neste campo enquanto as medidas regulatórias não forem aplicadas aos sistemas de videovigilância que captam imagens do espaço público

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Exame Informática

O Comité de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Comuns do Reino Unido está preocupado pelo enviesamento e pela falta de precisão da tecnologia de reconhecimento facial que é aplicada a imagens de sistemas de videovigilância que captam imagens no espaço público. Segundo os deputados biitânicos, as forças policiais estavam a falhar na manutenção de uma base de dados para remover indivíduos inocentes.

«Não é claro se forças policiais não conhecem o requisito de rever as imagens em custódia a cada seis anos ou se simplesmente não conseguem cumprir», considera o relatório citado pela BBC. Outra lacuna identificada é a falta de treino que os sistemas possam ter em determinadas raças e etnias, conduzindo depois falsos positivos e contribuindo para aumentar a discriminação. Apesar de estar estipulada a necessidade de haver um reconhecimento humano posterior, o comité considera que o operador irá tender a concordar com a decisão do sistema.

Estes deputados alertam ainda que imagens de pessoas inocentes, captadas pela tecnologia de reconhecimento facial, continuam a constar em bases de dados e incluídas em listas de suspeitos que são usadas pelas autoridades nos espaços públicos para parar e até prender indivíduos.

O relatório acusa ainda de ter trazido preocupações semelhantes no ano passado e de pouco ter sido feito para melhorar o sistema e a fiabilidade de dados. «Pedimos que seja emitida uma moratória no uso corrente da tecnologia de reconhecimento facial e que não existam mais testes até que o enquadramento legal seja definido e haja mais orientação nos protocolos de testes, bem como seja estabelecido um sistema de monitorização e de avaliação».

A Comissária de Informação Elizabeth Denham considera que a utilização de tecnologia de reconhecimento facial “em direto” levanta «vários problemas significativos de privacidade e proteção de dados».

O Home Office, por sua vez, defende que há um suporte público para o reconhecimento facial em tempo real para identificar potenciais terroristas e suspeitos de crimes violentos.

«O governo considera que existe um enquadramento legal para a utilização de reconhecimento facial em tempo real, embora esta esteja a ser colcoada em causa nos tribunais», diss um porta-voz defendendo também «um debate aberto sobre o tema, incluindo sobre como podemos reduzir o impacto na privacidade das pessoas».

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