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Como a Inteligência Artificial da DeepMind pode ajudar a salvar milhares de vidas

A DeepMind, detida pela dona da Google, publicou um estudo onde descreve o funcionamento de um sistema baseado em Inteligência Artificial e que alerta os médicos para o surgimento de complicações de saúde com até 48 horas de antecedência.

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Exame Informática

Um estudo do Center for Disease Control and Prevention estima que cerca de 500 mil pessoas por ano contraem doenças dos rins depois de darem entrada em hospitais e clínicas com outras doenças. Este efeito secundário resultante de internamentos é de difícil deteção e leva a um deterioramento acelerado do estado de saúde dos pacientes. A DeepMind sugere uma solução de IA que ajuda os médicos a detetar potenciais complicações ao nível dos rins com até 48 horas de antecedência. Segundo o estudo divulgado hoje, este tempo de avanço tem o potencial de permitir salvar até 30% dos pacientes.

A empresa conduziu a aprendizagem de máquina nos EUA, usando dados anónimos de pacientes, e fazendo com o que o algoritmo identificasse corretamente nove em cada pacientes que viriam a precisar de fazer diálise para lidar com a insuficiência renal.

A Cnet avança que a estratégia da DeepMind passa por consolidar este sistema com o Streams, um assistente médico móvel que assinala quando o estado de saúde do paciente piora e permiet agilizar comunicações entre as equipas médicas. O uso do Streams num hospital inglês desde 2017 permitiu poupar duas horas de trabalho aos médicos por dia e permitiu revisões de casos urgentes em menos de 15 minutos.

Ao aliar a flexibilidade e rapidez de comunicação do Streams, com a capacidade de deteção antecipada do novo algoritmo, a DeepMind estima conseguir salvar milhares de vidas, em contexto hospitalar e de prevenção.

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