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Windfloat: primeira turbina eólica já está a caminho do mar de Viana do Castelo

Hugo Séneca

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«Nos próximos meses, as duas outras plataformas serão também transportadas para a localização final, para completar o parque eólico que terá uma capacidade instalada de 25MW, capaz de produzir eletricidade suficiente para abastecer cerca de 60 mil habitações por ano», informa em comunicado a EDP Renováveis

A primeira das três turbinas eólicas de grandes dimensões que têm vindo a ser desenvolvidas pelo consórcio Windfloat já saiu dos estaleiros de Ferrol, no norte da Galiza, para seguir em direção ao largo do mar de Viana do Castelo, onde deverá reclamar o recorde da maior turbina eólica instalada sobre água profundas. Esta será apenas a primeira de três turbinas previstas para a plataforma flutuante WindFloat Atlantic, que deverá operar a 20 quilómetros de distância de Viana do Castelo.

«A estrutura é composta por uma plataforma flutuante em que está assente uma torre eólica, a maior instalada numa superfície deste género até à data. Nos próximos meses, as duas outras plataformas serão também transportadas para a localização final, para completar o parque eólico que terá uma capacidade instalada de 25MW, capaz de produzir eletricidade suficiente para abastecer cerca de 60 mil habitações por ano», informa em comunicado a EDP, que lidera o consórcio responsável pelo projeto Windfloat.

As três turbinas eólicas deverão ficar suportadas por torres flutuante de 30 metros de altura, a distâncias de 50 metros entre elas. Contrariamente ao esperado inicialmente, as turbinas não terão de ser transportadas por um rebocador produzido e desenhado para o efeito. As turbinas deverão manter-se suportadas por estruturas flutuantes, que deverão ficar ancoradas no fundo do mar, a 100 metros de profundidade. «Dado que pode ser implementada em águas muito profundas, esta tecnologia pode aproveitar recursos energéticos em vastas áreas do mar, dando resposta aos desafios cruciais da sociedade como a transição para energias limpas, a segurança energética e as alterações climáticas», explica a EDP em comunicado.

Aquando do lançamento, o consórcio estimou que o novo parque eólico flutuante pudesse exigir um investimento de 115 milhões de euros. No mais recente comunicado, a EDP não refere a data de lançamento do projeto, mas confirma-se algum atraso face à data que originalmente tinha apontado para o verão de 2019.

Duas das plataformas flutuantes foram fabricadas no porto de Setúbal, sendo uma terceira construída nos estaleiros do porto galego de Ferrol. O consórcio Windplus, é liderado pela EDP Renováveis (54,4%), e conta ainda com as empresas Engie (25%), Repsol (19,4%) e Principle Power (1,2%). O projeto contou com financiamento do governo português, da Comissão Europeia e do Banco Europeu de Investimento.

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