Vêm aí os portáteis com motherboards intermutáveis? - Exame Informática

Vêm aí os portáteis com motherboards intermutáveis?

Lembra-se de escolher a configuração e os componentes do desktop? A lógica do PC à medida pode estar em vias de chegar também aos portáteis, com o lançamento de motherboards intermutáveis.

14/01/2010 17:56:21

 

A Shuttle aproveitou o Consumer Electronic Show (CES) de Las Vegas para dar a conhecer as motherboards PCB Assembly (SPA) e MicroSPA.

Ambas placas-mãe caracterizam-se pela universalidade, o que facilita a escolha e a troca de componentes de um portátil, mas também permite trocar uma placa-mãe e respectivos componentes que suporta, sem ter de substituir outros que não necessitam de upgrade (ecrãs, teclados, etc.).

Com estas placas-mães, abre-se uma nova janela de oportunidade para as denominadas marcas brancas, que vendem componentes à medida. Em contrapartida, os consumidores podem poupar algumas centenas de euros sempre que pretendem actualizar as respectivas máquinas.

Até à data, a Shuttle já vendeu mais de 15 mil das novas motherboards de nova geração, noticia a Ars Technica.

O desenvolvimento de motherboards flexíveis é um dos el dorados do segmento dos portáteis. Além de peças "proprietárias", que não respeitam os standars, os projectos de motherboards universais têm deparado com limitações ao nível da refrigeração, engenharia e espaço, entre outros.

Gostaria de poder mudar a motherboard, o CPU e a memória do seu portátil sem ter de trocar os restantes elementos? Acha que esta ideia tem "pernas para andar"?

Palavras-chave do artigo
CES, desktops, motherboards, placas-mãe, portáteis, shuttle

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TOWERS.

Enquanto Se Venderem Towers, Não Quero Ser Roubado.

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Re: Vêm aí os portáteis com motherboards intermutá

Como alguém disse anteriormente, grande parte da industria não vai gostar deste tipo de ideia, mais propriamente os próprios fabricantes de portáteis e os vendedores finais, já explico porquê.

Como já foi referido, para o fabricante implica vender menos pacotes, ou seja, o conjunto que forma o portátil, e necessitarão também de vender uma gigantesca quantidade de peças de forma a manter o lucro como quando vendiam portáteis.

Para os vendedores também não será nada bom, e tenho umas ideias de uns quantos que irão continuar cépticos e demorarão até adoptar a ideia. As grandes superfícies usam estratégias inteligentes de venda, publicitam modelos menos recentes de forma a acabarem com o stock e raramente vendem máquinas topo de gama com preços competitivos (aquelas que não estamos a pagar o valor exorbitante da marca), que muitas vezes são bem melhores que os disponíveis das marcas mais vendidas.
Por exemplo, eu comprei um notebook LG à mais de um ano, com tudo do melhor da altura e não havia em praticamente nenhuma grande superfície, e a única que tinha pediu muito poucos exemplares. Em comparação, estas mesmas superfícies tinham portáteis semelhantes, ou que nem mesmo chegavam a ultrapassar as características do dito portátil, que eram vendidos por mais 500/600 do preço que dei.
Podemos ver também que quando vamos a uma loja destas não existe praticamente nada de hardware às peças para venda, e o pouco que existe são dos mais caros! Mais uma vez focam-se na venda dos pacotes/barebones porque têm um valor mais elevado e quem precisar de alguma coisa vai acabar por comprar um conjunto em vez de uma só peça.
Não se esqueçam que as modas criam-se, e como lhes chamamos, as grandes superfícies serão sempre as grandes superfícies. São eles que indirectamente controlam o mercado, por isso só depende deles se quererão abdicar da grande venda de pacotes e passar à venda de peças, que por sua vez seria necessário novamente vender uma grande quantidade de peças para garantir os rendimentos necessários. Vejam o exemplo dos portáteis com placas gráficas MXM, a ideia também tinha pernas para andar, mas morreu praticamente porque não houve publicidade! Bastaria as grandes superfícies encomendar grandes quantidade destes portáteis que a industria iria fabricar mais e por sua vez criar novos modelos, mas não foi isso que aconteceu! Em parte a culpa também foi do preço, mas como disse, as tendências criam-se, e quando há grande procura e grandes quantidades disponíveis, os preços tornam-se competitivos! Vejam o exemplo do iPhone, que tornou-se um ícone, que actualmente é tão vendido só por ser uma moda...!

A ideia de vender portáteis com as características dos desktops só terá mais força e pernas para andar junto dos pequenos vendedores, que necessitam de se agarrar a tudo para poder sobreviver.

E quem falou de software, não se preocupem porque como costumam dizer, vivemos numa selva, e só o mais forte consegue sobreviver, logo, quando, e se esta ideia se tornar um standard com certeza lançarão actualizações e modificarão o software de forma a poder ser reactivado no novo hardware. Ou não, poderão também querer vender a próxima versão que já suporte esta funcionalidade, quem sabe...?

Outro pormenor, a tendência está a fazer diminuir cada vez mais a espessura dos portáteis, e para este tipo de ideia ser possível terão de fazer portáteis mais espaçosos e poder ter as baías para encaixar as outras peças.

Desculpem o testamento (;

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Re: Vêm aí os portáteis com motherboards intermutá

PS: esqueceu dizer que comprei o portátil numa pequena superfície.

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Futuro

o futuro está na carga atmosférica virtual. basta um pequeno componente electrónico, para ser aberto uma linha cruzada de informação. toda a electrónica que temos hoje em dia tem os dias contados. dentro de pouco tempo está obsoleta.

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Re: Futuro

Isso já é demasiado à frente. Isso ainda está a muitos anos de distância.

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Re: Futuro

Há alguns anos (talvez uns 10) já se dizia que 120nm era o limite para a espessura do silício para construir processadores. Agora estamos na era dos 45 e 32nm. Afinal sempre não era o limite...

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Solução cara

O problema de mudança de motherboard é nos programas comprados que permitem normalmente uma só licença. Que fica fidelizada à motherboard onde o programa foi instalado.
    Alguns programas permitem a desactivação da licença para a activar noutro computador (motherboard). Outros não. E, se a mudança for devida a avaria súbita da motherboard, poderá até não haver tempo de desactivação.
                                António J M Nunes da Silva

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Re: Solução cara

Para isso existe outras soluções, esse ponto de vista é empresarial. normalmento não muito apto a este tipo de mudanças.

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Re: Solução cara

alguém me dê um empurrãozinho, mas o próprio ms windows retail, não está legalmente protegido contra este tipo de alterações? do que sei, uma licença está bloqueada ao próprio pc; caso se desinstale essa versão, mesmo que se use uma e só uma de cada vez, estará sempre a ir contra o descrito na eula do so. estou certo?

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Re: Solução cara

Errado...para isso existe o OEM e o Retail versions.
O OEM é bloqueado ao equipamento seguindo as regras do fabricante. O Retail é para qualquer cliente instalar num equipamento, e claro que esse equipamento pode mudar. Daí a MS aquando da activação perguntar em quantos equipamentos o software está instalado.

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Re: Solução cara

sendo assim, 99% dos utilizadores windows possui licença oem. pergunto-me se esta tecnologia vai contra o eula da ms

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Re: Solução cara

Muito boa ideia, só é preciso que as marcas adiram e não apenas as marcas brancas, senão cai a ideia em saco roto como as normas que permitiam trocar de placas gráficas que nunca chegou verdadeiramente a ser implementada.

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é mais simples....

O desenvolvimento de este tipo de produto pode ser mais simples, basta pensar em algo tipo LEGO, tens a MB num bloco que encaixa na parte fixe (LCD+Teclado e Touchpad) deste modo a MB pode ser desenhada e desenvolvida apenas respeitando o encaixe de topo. O teclado e LCD podem ser facilmente interligados á MB pois possuem ligações simples (USB e LVDS).

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Industria

No meu ver, a industria não tem nenhum interesse nisto!

Pois implicaria vender menos portáteis/ano!

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Re: Vêm aí os portáteis com motherboards intermutá

do que sei, a qualidade da shuttle não é das melhores. de qualquer forma, não é só na board que reside a qualidade de um portátil; neste caso, até a qualidade dos plásticos exteriores conta. no entanto, e no que a esta tecnologia diz respeito, já não era sem tempo!

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Já não era sem tempo

A ideia é excelente! Só peca por ser tão tardia. Nos tempos que correm, em que tanto se fala em poluição, não tem qualquer lógica que para actualizar um portátil tenha que deitar tudo ao lixo, quando bastaria trocar o "miolo" do computador.
Quanto aos conhecimentos dos clientes para construir o seu portátil, é exactamente o mesmo problema do PC de secretária. Se é verdade que muita gente não percebe nada de hardware, há sempre um amigo ou conhecido que dá uma ajuda. Se não for esse o caso, então só nos resta acreditar que o dono da loja não vai vender gato por lebre.

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Re: Vêm aí os portáteis com motherboards intermutá

Pernas para andar até tem... Mas em termos de motherboards, quantas pessoas sabem escolher qual a melhor placa entre duas diferentes?
Tirando a socket do processador, raramente são fornecidas informações complementares como a velocidade FSB com RAM e velocidade de acesso a drives.

O que estou a tentar dizer, é que para esta ideia ter sucesso, é necessário informar mais os clientes sobre grande parte das características que estas placas têm, algo que hoje em dia é raramente feito, e quase ninguém liga. Depois admiram-se do desempenho do seu computador, apesar de terem processadores + gráficas + memorias RAM topo de gama, mas a motherboard não suporta toda a potencialidade destas...

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Pode ser

Para mim ja não era sem tempo algo do género, agora resta saber quando sai e quanto custam...

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