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Canon M5: primeiro contacto com a compacta de objetivas intermutáveis para “prós”

Sérgio Magno

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A Canon M5 não é a primeira compacta de objetivas intermutáveis da marca, mas é o primeiro modelo com características para convencer fotógrafos exigentes.

Na Photokina tivemos a oportunidade de experimentar pela primeira vez a Canon EOS M5, que chega ao marcado nacional já em outubro com um preço recomendo um pouco acima dos 1000 euros. Apesar de, em conversa com a Exame Informática, os responsáveis da marca negarem que estão a apostar tarde no segmento das câmaras compactas de objetivas intermutáveis (não reflex), a verdade é que os esforços da marca na linha EOS M têm sido considerados parcos. Será a EOS M5 capaz de levar a Canon para uma posição de relevância neste segmento? Provavelmente, sim.

Focagem rápida e precisa

Nem se pode comparar a velocidade e funcionalidade da focagem automática da M5 com as antecessoras. Apesar de, numa feira, a experiência ser sempre muito limitada, a EOS M5 revelou-se muito rápida a focar. E gostámos muito da possibilidade de podermos escolher a zona de foco com o dedo sobre o ecrã tátil enquanto enquadramos o motivo recorrendo ao visor eletrónico. Parece-nos muito eficiente e fiável. A justificação para este aumento exponencial de desempenho de foco: a M5 utiliza (finalmente) o mais sofisticado sistema de focagem da Canon, o Dual Pixel AF. Com a nova câmara, mesmo as objetivas anteriores criadas para a EOS M (e outras via adaptador) deverão ser rápidas a focar. Dizemos «deverão» porque só tivemos a oportunidade de experimentar a M5 com as novas objetivas.

Não temos ficheiros nem dados suficientes para poder analisar a qualidade de imagem, mas considerando que o sensor e processador são os mesmos da EOS 80D, não há razão para duvidar neste campo.

A ergonomia pareceu-nos bem conseguida, com os botões no sítio certo e com um bom “agarrar”. Por outro lado, a EOS M5 está longe de ser uma compacta de objetivas intermutáveis… compacta. É claramente mais pequena que, por exemplo, a EOS 80D, mas o formato, com destaque para o visor eletrónico no topo ao estilo SLR, está longe de ser tãoo pequeno quanto outras máquinas concorrentes.

Há algumas outras características que merecem destaque, como o estabilizador de cinco eixos, que permite conseguir fotos estáveis mesmo com velocidades relativamente baixas e sem tripe o sistema de comunicações híbrido Bluetooth/Wi-Fi, que é utilizado para facilitar a ligações com outros dispositivos. Por exemplo, se se usar um smartphone para controlar a câmara remotamente, a ligação Bluetooth é permanente, mas o Wi-Fi só entra em funcionamento quando é necessário (transmissão da imagem). Deste modo, a Canon garante que é possível manter a ligação sem que isso diminua a autonomia.

No que concerne ao vídeo, a grande desilusão é a falta de suporte para 4K. Os responsáveis da marca dizem que preferiram garantir um 1080p (Full HD) de grande qualidade e sem constrangimentos em termos de desempenho.

Num primeiro contacto, a EOS M5 impressiona para quem usou as antecessoras. Parece ser a resposta que muitos amadores entusiastas e profissionais esperavam da Canon. No entanto, o preço elevado e a relativa falta de novidades perante máquinas do segmento já disponíveis no mercado são penalizadores.

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