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Nintendo Switch: levanta-se a ponta do véu sobre o hardware da nova consola

A consola híbrida contará com um chip Tegra da Nvidia que ainda terá arquitetura Maxwell. A performance será inferior à de uma PS4 com três anos, mas os componentes deverão ser capazes de lidar com jogos realistas como NBA 2K e Skyrim.

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Paulo Matos

Paulo Matos

Jornalista

A Nintendo deu a conhecer em Outubro a Switch, mas não adiantou muitos pormenores sobre o hardware da nova consola. O único rumor confirmado na altura foi o de que a Switch contaria com um processador Tegra da Nvidia, mas agora o GamesBeat adianta que o chip terá arquitetura Maxwell.

Recorde-se que a Nvidia apresentou já este ano a arquitetura Pascal, que segue um processo de fabrico de 16 nanómetros – por oposição aos 20 nanómetros da Maxwell – e que apresenta um desempenho cerca de dez vezes melhor do que a antecessora.

Para os fãs de jogos, isto significa que a Switch não terá uma performance superior a uma PS4 ou Xbox One, mas tudo indica que será suficientemente poderosa para os jogos tipicamente associados à Nintendo, que estão mais dependentes da qualidade artística do que da exigência do hardware para serem bem-sucedidos. Saliente-se, porém, que a marca japonesa também deixou implícita, num vídeo oficial, a ideia de que a consola será capaz de lidar com jogos mais realistas, como NBA 2K e Skyrim.

A GamesBeat adianta que as razões que levaram a Nintendo a avançar com a arquitetura Maxwell prendem-se, acima de tudo, com timings. Por um lado, a empresa tem pressa em colocar o produto no mercado e não pode esperar pela versão Pascal do Tegra. Por outro, não quer dar a hipótese de que os concorrentes lancem antes uma consola híbrida semelhante à Switch.

O chip Tegra deverá ser capaz de funcionar a uma velocidade superior quando ligado à corrente na docking station, sendo que o ecrã de 6,2” terá uma resolução de 720p, mas terá uma opção de baixá-la para 540p, o que permitirá reduzir as exigências a nível de desempenho e autonomia no modo portátil. CPU e GPU deverão estar integrados num único chip, o que visa reduzir a necessidade de espaço e de requisitos energéticos, sendo que também contribui para um preço final mais simpático para o consumidor.

Nesta fase, os indicadores apontam para que a consola incorpore uma versão customizada do Tegra X1 e uma porta USB Tipo C.

A Switch estará disponível em Março do próximo ano e haverá uma apresentação mundial da consola já no próximo mês de Janeiro.