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Huawei já produz smartphones sem componentes americanos

Crédito: Kamil Kot / Unsplash

Empresa chinesa continua, no entanto, a não poder instalar de origem os serviços e aplicações da Google

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A Huawei já está a produzir smartphones que não têm qualquer componente fabricado por empresas norte-americanas. Uma análise feita pelas empresas Fomalhaut Techno Solutions e UBS, a diferentes modelos comercializados pela gigante chinesa, mostra que o Huawei Y9 Prime (versão 2019) e o recém-anunciado Huawei Mate 30 já não têm qualquer componente de origem norte-americana.

Segundo a análise, a tecnológica chinesa ainda depende de fornecedores americanos na produção de outros modelos de smartphones – como o P30 Pro e o Mate 20X 5G –, mas mostra uma mudança de atitude da empresa relativamente à dependência de componentes dos EUA.

Uma reportagem do The Wall Street Journal (WSJ) revela, por exemplo, que em vez da americana Ciruss Logic, a Huawei está a recorrer à holandesa NXP no fornecimento de amplificadores de áudio e está a usar a própria unidade de produção HiSilicon para produzir chips Wi-Fi e Bluetooth, em vez de necessitar dos da americana Broadcom.

Apesar da “mensagem” que a Huawei passa ao conseguir produzir smartphones sem componentes de origem americana, a empresa continua apostada em voltar a fazer negócio com as organizações dos EUA. «Gostaríamos de continuar a usar componentes americanos. É bom para a indústria dos EUA. É bom para a Huawei. Mas isso foi-nos tirado das mãos», disse John Suffolk, diretor de cibersegurança da gigante chinesa, em declarações ao WSJ.

Apesar desta independência no hardware, a Huawei continua a ter problemas do lado do software: a tecnológica ainda está proibida de pré-instalar software da Google nos equipamentos da marca, o que significa que a loja de aplicações do Android e serviços populares como o Gmail, Google Maps e Google Fotos não estão disponíveis, por via oficial, nos novos equipamentos da Huawei, como o Mate 30 Pro.

De recordar que a Huawei faz parte de uma "lista negra" de entidades com as quais as empresas norte-americanas não podem fazer negócio – apesar de atualmente estar a usufruir de um período de 90 dias para continuar a negociar com produtores americanos.

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