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Insólitos

Hackers lucram 18 milhões com esquema para jogos FIFA

Um grupo de quatro norte-americanos criou uma ferramenta que enganava os servidores da Electronic Arts para pensar que tinham sido disputadas milhares de partidas. As moedas FIFA obtidas eram depois vendidas no mercado negro.

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Paulo Matos

Paulo Matos

Jornalista

O FBI está a acusar o norte-americano Anthony Clark de roubar moedas digitais do jogo FIFA. De acordo com a acusação, o suspeito, juntamente com três outras pessoas – Ricky Miller, Nicholas Castellucci e Eaton Zveare, membros do grupo de hacking RANE Developments –, terão desenvolvido uma aplicação que recorria ao código fonte do jogo que aceder aos servidores da Electronic Arts e simular que tinham sido disputadas milhares de partidas. Isto permitia aos hackers serem recompensados com moedas FIFA, que eram posteriormente vendidas no mercado negro europeu e chinês.

Para quem não está muito por dentro da temática, destaque-se que estas moedas FIFA podem ser ganhas através da disputa de partidas ou adquiridas a troco de dinheiro, permitindo posteriormente adquirir itens dentro do jogo.

Pode pensar que tudo não passou de uma brincadeira, mas esta “brincadeira” valeu ao grupo uma verba entre os 15 e os 18 milhões de dólares (cerca de 13,9 a 16,7 milhões de euros)! Aliás, o FBI apreendeu ao grupo uma casa na Califórnia, mais de 3 milhões de dólares, diversos automóveis (um Lamborghini, por exemplo), computadores e consolas Xbox 360.

Apesar de a acusação ser oficialmente conhecida agora, o caso remonta a factos ocorridos entre 2013 e setembro de 2015. De acordo com o Kotaku, Ricky Miller deu-se como culpado em outubro do ano passado.

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