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Collapse OS: Um sistema operativo para um mundo pós-apocalíptico

Foto: Tina Rataj-Berard / Unsplash

Software foi desenhado para ser compatível com processadores de 8-bit

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A ideia de um desastre que pode deixar o planeta Terra num cenário pós-apocalíptico é muito explorada em livros, séries e filmes – e para Virgil Dupras, mais vale prevenir do que remediar. O programador criou o Collapse OS, um sistema operativo desenhado para funcionar numa grande variedade de máquinas e que antecipa um cenário em que muita da tecnologia que temos atualmente simplesmente não funciona ou não está acessível.

«Estou a fazer isto para mitigar um risco que penso que é real. Não é inevitável, mas é provável o suficiente para justificar um esforço», disse sobre o projeto em declarações à publicação Motherboard.

A maior parte dos sistemas operativos atuais – Windows, iOS, Android – estão pensados para correr em processadores potentes. No dia em que estes componentes não estiverem disponíveis, algo que, para Dupras, pode acontecer a partir de 2030 por causa de uma “falência” no sistema global de fornecimento de componentes, a evolução tecnológica corre o risco de ficar estagnada se não houver um sistema que garanta o mínimo de acesso tecnológico.

«Os computadores, ao fim de algumas décadas, vão ficar inutilizáveis e sem reparação possível e não vamos ser capazes de programar novamente os microcontroladores. Para evitar este destino, temos de ter um sistema desenhado a partir de peças recuperadas e programar os microcontroladores», explica ainda o programador no site oficial do Collapse OS.

O software está pensado para ser compatível com processadores de 8-bit: além de ser pouco exigente, desta forma é possível garantir que é um sistema operativo compatível com microprocessadores que existem em caixas registadoras, calculadoras, instrumentos musicais e outros equipamentos.

O projeto está disponível no GitHub e tem gerado longas discussões em plataformas como o Reddit e Hacker News. «Penso que conseguia acabar o projeto sozinho, mas pensei que seria mais divertido fazê-lo com outros programadores», sublinhou Virgil Dupras.

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