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WebAssembly: não é JavaScript, mas promete acelerar a Internet

Os produtores dos quatro maiores browsers da atualidade estão a trabalhar numa nova norma que promete potenciar a proliferação de aplicações baseadas na Web. Amanhã é o primeiro dia do resto da vida do WebAssembly.

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Hugo Séneca

Um standard que junta Apple, Google, Microsoft e Mozilla? WebAssembly é a resposta. Os quatro produtores dos maiores browsers acordaram em trabalhar em parceria no desenvolvimento de uma nova norma que promete tornar mais rápidas as aplicações e serviços baseados na Net, que exigem grande desempenho computacional. 

Até à data, um programador podia contar com duas formas de chegar a um consumidor com uma aplicação: ou desenvolve uma aplicação que tem de ser instalada no computador, garantindo a compatibilidade com o sistema operativo do utilizador final; ou cria uma versão em JavaScript para que possa correr na Net, a partir de um browser. 

A WebAssembly pretende atuar como uma terceira via – e já começou por eliminar alguns obstáculos. Apesar da preponderância do JavaScript, a Google tem disponibilizado, nos últimos tempos, a ferramenta  Portable Native Client (PNaCl), com o propósito de superar alguma da obsolescência denotada pelo JavaScript e garantir aos programadores de jogos e conteúdos que usam as linguagens C e C++ uma forma fácil de converter os seus produtos para versões que correm no browser Chrome. A Mozzila viria a fazer algo similar com os projetos asm.js e Emscripten que facilitam a compatibilidade de programas desenvolvidos em JavaScript, e C e C++ com o browser FireFox.

Depois de uma época em que atuaram como concorrentes no que toca a alternativas ao JavaScript, Mozilla e Google chegaram a acordo para trabalhar no desenvolvimento de uma norma comum. Microsoft e Apple juntaram-se depois – e assim começou a tomar forma a próxima norma que deverá servir de referência para as aplicações e serviços baseados na Internet. 

De acordo com a Cnet, o WebAssembly deverá garantir a compatibilidade com a maioria dos browsers através da conversão das várias linguagens em código binário que será interpretado pelos computadores dos utilizadores. Face ao JavaScript, que também procede à conversão para códigos binários, o WebAssembly tem a vantagem de libertar o browser de parte dos processos exigidos para correr uma aplicação. O que tem uma vantagem e uma desvantagem: o programador terá de executar parte do trabalho de conversão antecipadamente, mas garante a compatibilidade com todos os browsers que dominam o cibermercado. 

A concertação de esforços tem merecido elogios de gigantes que costumam conhecidos pelos elevados níveis de concorrência. Até Brendan Eich, conhecido como o pai do JavaScript, mantém a expectativa quanto à nova norma: «É inspirador ter as equipas PNaCl e V8 da Google ao lado de pessoas com cargos fulcrais da Microsoft e os gurus do asm.js e do Emscripten, da Mozilla, todos eles a colaborar de perto a partir do momento em que cada um parece ter visto a luz». 

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