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Twitter bloqueia serviço que vigiava os tuítes apagados por políticos portugueses

O Twitter bloqueou o acesso a dois serviços que vigiavam os tuítes publicados por políticos. Os serviços Diplotwoops e Politwoops (que funciona em Portugal e em mais 29 países) mantinham um registo de todos os tuítes apagados por políticos. O Twitter evoca violação dos termos de utilização para este bloqueio.

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O que os políticos escreveram no Twitter e depois apagaram era registado aqui

O que os políticos escreveram no Twitter e depois apagaram era registado aqui

Se for ao Politwoops criado para Portugal, ainda é possível ver os tuítes que foram apagados pelos deputados João Galamba, do PS, e por Rui Tavares, do Livre. No entanto, tudo indica que esta versão nacional do serviço que se mantém atento ao que os políticos dizem e deixam de dizer no Twitter já deixou de funcionar.

Aliás, desde dia 21 que não há nenhuma mensagem recuperada. Esta é a consequência do bloqueio efetuado pelo Twitter ao Politwoops e ao Diplotwoops. O serviço que funciona em Portugal e outros 29 países usava o código criado há três anos pela Open State Foundation – uma organização holandesa que defende a transparência na política. O código permitia, além de saber quais os tuítes apagados, determinar quanto tempo o político em questão tinha demorado a apagar o conteúdo. Este pequeno, grande pormenor, servia, por exemplo, para ver de que forma mudava a abordagem dos políticos a determinados temas.

O Twitter alega que todos os seus utilizadores nascem iguais e têm os mesmos direitos sejam, ou não, figuras públicas. Por isso, nada do que é escrito deve ser mantido permanentemente de forma artificial.

A versão norte-americana do Politwoops foi suspensa em maio sob o mesmo argumento.

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