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Redes sociais combatem Daesh

As gigantes Google, Twitter e Facebook estão a combater silenciosamente a disseminação de propaganda nas suas páginas. A postura é discreta para evitar passar a imagem de que estejam a colaborar com as autoridades.

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Dado Ruvic

As autoridades europeias, depois dos atentados de Paris, pediram ao Facebook, Google e Twitter uma ação mais rápida sobre o «incitamento ao terrorismo online e aos discursos de ódio». A rede de Zuckerberg já terá eliminado o perfil de Tashfeen Malik, associada ao tiroteio que ocorreu nos EUA neste fim de semana.

Na teoria, os termos e condições das redes sociais permitem a qualquer um identificar conteúdo como sendo ofensivo ou de ódio e as empresas rapidamente removem esses mesmos conteúdos “do ar”. No entanto, segundo alguns ex-funcionários destas gigantes, as empresas receiam remover conteúdos levianamente, sob pena de serem conotadas com as autoridades do Ocidente e de serem bombardeadas com pedidos do mesmo género de outros regimes, noticia a Reuters.

No entanto, agora sabe-se que as empresas estão a publicar relatórios de demonstração de transparência e a lidar com os pedidos que chegam dos governos, ao mesmo tempo que lidam com os pedidos dos utilizadores. Se as publicações são marcadas como sendo ameaçadoras, violentas ou a celebrar ódio, rapidamente podem ser retiradas dos sites, sem autorização judicial prévia. Os ativistas dizem que esta é uma prática que se tornou comum: as autoridades deixam de recorrer aos tribunais e passam a pedir a remoção de conteúdos que alegadamente violam os termos e condições dos serviços.