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Portugal é o quarto país com maior uso de IPv6

Apenas 9,8% dos utilizadores usam IPv6 no mundo. A este ritmo, a sexta versão do Protocolo Internet será dominante no verão de 2020.

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Hugo Séneca

Passaram mais de 20 anos desde o lançamento da sexta versão do Protocolo da Internet (IPv6) – mas apenas 9,8% dos internautas usaram esta norma que alargou para 340 biliões de biliões de biliões (340,000,000,000,000,000,000,000,000,000,000,000,000) o total de números IP disponíveis neste planeta.

Ao contrário das piores previsões, a Internet não parou de funcionar depois do esgotamento dos endereços disponíveis em IPv4 (a quarta versão do protocolo da Internet, que precedeu a IPv6 e que ainda lidera o mercado). Os dados compilados pela Google revelam que, apesar de estar longe de ser um sucesso à escala global, o IPv6 registou um crescimento percentual assinalável face aos 6% de 2014. Com 24,42% de acesos compatíveis, Portugal figura no quarto lugar dos países que mais adotaram o IPv6, atrás da Bélgica com 44,32%; Áustria com 30,89%; e EUA com 25,63%.

A Google recolheu dados sobre a adoção do IPv6 no mundo através de um aplicativo de Javascript, que foi instalado numa reduzida percentagem dos computadores dos utilizadores com o propósito de monitorizar em que circunstâncias é feito o acesso a endereços de Internet que operam em IPv6. Foi com base nesta ferramenta que a Google conseguiu confirmar que a larga maioria dos países do mundo continua a ignorar olimpicamente o IPv6.

O mesmo processo também permitiu identificar um grupo minoritário em que a migração para o IPv6 tem sido problemática: Na Alemanha, a taxa de adoção supera os 23%, mas também gerou um ligeiro atraso nas comunicações que chega a superar os 20 milissegundos; Equador e no Peru também figuram entre os países mais avançados na adoção do IPv6, mas também revelam que essa aposta acarretou perdas de latência.

Com base nos números registados nos últimos anos, a Ars Technica dá a conhecer a tendência de evolução: caso a adoção do IPv6 continue a crescer a uma média de 67% ao ano, por volta do verão de 2020 todo o mundo ficará compatível com IPv6.

Até lá, o IPv5 deverá continuar em plena laboração, apesar de virtualmente esgotado (só as autoridades dos países africanos terão ainda endereços disponíveis). Nos continentes em que o IPv4 ficou esgotado, sites, telemóveis, computadores, boxes, dispositivos domésticos e industriais apenas conseguem manter-se conectados à Internet devido ao facto de usarem números IP dinâmicos (que vão sendo usados ao longo do dia por mais de um dispositivo) ou pelo desdobramento de números alcançado por técnicas como o Carrier Grade NAT (CGN).

Além de superar algumas limitações do CGN, o IPv6 tem a vantagem de ter números IP suficientes para abarcar toda a panóplia de equipamentos que se encontram conectados à Net – o que, no limite, pode abrir caminho para um cenário em que cada dispositivo terá um número único de IP.

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