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Um site para ditados em português. Chegará para o sucesso de uma startup?

O Dic2Me pretende chegar ao final do ano com mais de 90 textos ditados e 5000 crianças registadas. Será que consegue?

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Hugo Séneca

Por enquanto, o endereço Dic2me apenas tem um único e singelo texto sobre uma galinha, mas no final do ano é possível que o site criado pela startup ITGP venha a contar com mais de 90 narrações. Se as pretensões de José Pedro Pinto, o líder do projeto, estiverem corretas, o Dic2Me chegará aos 5000 utilizadores registados ainda em 2016. O que oferece o Dic2Me? Ditados em português para as crianças do segundo ao quarto anos de escolaridade escreverem no teclado. Tudo de graça. «O nosso modelo de negócio tem por base a inserção de publicidade estática ou publicidade induzida nos textos», refere José Pedro Pinto.

A ITGP começou por entrar no mercado com uma solução de helpdesk remoto – mas o mercado obrigou-a a procurar um plano B. E foi aí que José Pedro Pinto se lembrou do trabalho que tinha sempre que lia ditados (e fazia respetivas correções) para o filho. Sem grande concorrência nos textos integrais em português europeu, o responsável da ITGP lançou mãos à obra com a ajuda remota de Sílvia Pinto Correia (em Castelo Branco) e Carolina Ferreira (no Porto).

O primeiro protótipo já está na Internet, ainda com alguma arestas por limar e sem operar no Internet Explorer. Depois do lançamento da versão comercial, o Dic2Me deverá evoluir com a inclusão, a cada semana que passa, de dois novos textos para cada grau de ensino e ainda a possibilidade de expandir o serviço para o ensino de línguas estrangeiras.

José Pedro Pinto diz que tem recebido reações positivas de potenciais anunciantes, e está esperançado de obter no Ministério da Educação o apoio necessário para testar o novo serviço junto de «uma turma piloto» um serviço que, apesar de limitado ao teclado, pretende tirar partido da rapidez das correções e das compilações de erros que podem ser usadas para os professores, saberem em que palavras os alunos dão mais erros. «O uso do teclado pode ser uma limitação, mas só se o professor não pedir uma cópia, no final do ditado, (manuscrita) do texto ou das palavras erradas», refere o responsável da ITGP.

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